terça-feira, 15 de junho de 2010



Com uma carreira já firmada e passando por altos e baixos, em 2006 Ridley dirige seu primeiro romance.

Um Bom Ano não foi aceito por grande parte da crítica, mas particularmente gosto muito desse “filho bastardo” na filmografia de Scott, concordo que a escolha do elenco não foi boa pra a proposta do filme, mas não quer dizer que ele seja de todo ruim.






Um mega empresário que volta a cidade do interior da França para poder receber a fazenda vinícola, onde foi criado, como herança. Nas suas devidas proporções o filme acontece ou já aconteceu com pessoas que vão visitar parentes no interior e deixam as metrópoles em troca de calmaria e espaço rústico.

Simples assim, como a maioria das histórias de Scott. Como sempre, o que faz ficar interessante é o caminho ao longo dos pontos, pois como a maioria dos romances este não deixa de ser previsível. O casal que não tem nada a ver um com o outro se apaixona, e blá blá blá.





O filme tem seus momentos engraçados, mas é um tanto quanto estranho Russel Crowe fazendo papel de galã conquistador, totalmente diferente do empresário egoísta do início da história. Mais ou menos assim: vilões também amam. Sim, muito estranho.

Novamente o filme tem uma magnífica fotografia do interior da França, com belas paisagens, belas mulheres e uma trilha bela, destacando-se a música “Moi... Lolita” que mesmo tocando penas em um momento do filme (na chegada à França), gruda na mente. E como plano de fundo para tudo isso, o romance entre Russel Crowe e Marion Cotillard.





Pode ser farinha do mesmo saco se contar todos os outros romances que existem, mas tem sua diferença por ser dirigido por Ridley Scott, então não se trata de qualquer romance. Garanto que não será tempo perdido ou lamentado.

Bom Ano em Imagens:













Bruno Gonçalves
Estudante de Direito e Arauto do Caos

segunda-feira, 14 de junho de 2010


Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller's Day Off)


De: John Hughes

Com: Matthew Broderick, Alan Ruck, Mia Sara e Jeffrey Jones

Na década de 80 e no início da década de 90, era muito comum a realização de filmes para o público adolescente. Filmes esses que retratavam o cotidiano dos estudantes americanos, que viviam zanzando por seus corredores cheios de armários escolares, segurando livros, agarrando garotas ou vivendo aventuras. Era o início da época onde os jovens passaram a ser os maiores frequentadores do cinema, e se faziam um público consumidor muito grande. Muitos desses filmes, por serem de censura baixa ,eram apresentados na Sessão da Tarde, o que era um prato feito pra Globo já que o público alvo dos filmes estava (geralmente) em casa nesse período.



Muitos desses filmes, então, marcaram nossas infâncias. São filmes como "Esqueceram de Mim", "Clube dos Cinco" " Gatinhas e Gatões", "Garota de Rosa Shocking", "Mulher Nota 1000", "Namorada de Aluguel", "Goonies", "Karate Kid"  entre outros filmes, os quais nem tinham tanta qualidade, se, anos depois, fossemos avalia-los. Porém, Curtindo a Vida Adoidado, de 1986, marcou a maioria das pessoas mais que os outros filmes.Se consolidou depois, como um clássico do período vespertino global.

Entretanto, ele não deve ser adorado apenas por ser mais um filme adolescente, mais um filme de gênero de qualidade questionável. Esse filme , analisado, até mesmo de ponto de vista crítico, é fenomenal. É quase indiscutivelmente o filme definitivo sobre adolescentes, suas rotinas , caquetes e macetes. Tudo isso somado a técnica brilhante do competente diretor John Hughes, não poderia dar em outra coisa do que um clássico.

A história, como a esmagadora maioria conhece , é do adolescente boa -vida Ferris Bueller, um estudante que cursa o ensino médio americano, mas que não dá bolas para a escola ou para regras desnecessárias. Gosta mesmo é de aproveitar a vida, e acha isso o essencial e primordial e sua existencia. Como ele mesmo diz "A vida passa rápido, e se você não aproveita, acaba não vivendo". O filme então se encarrega de mostrar um dia de folga de Ferris Bueller,(como diz o título original) que começa com Ferris fingindo estar doente para seus pais - como os adolescentes em geral, fazem para faltar aula - que acreditam e deixam o garoto ficar em casa.




A partir daí, Ferris Bueller conduz o espectador pelo dia a fora conversando com o mesmo, ensinando táticas para enganar os pais e explicando porque ele deve aproveitar o dia, e não ir pra escola, fazer seu teste etc. São traços de genialidade, que aos olhos dos mais atentos, fazem o filme realmente virar uma obra de gente grande, e maravilhosa.

Mostrar o adolescente esteriotipado, comum, em mais um dia de sua vida não é um erro nese filme. Muito pelo contrário. Essa base comum, com personagens já conhecidos e batidos, ajuda o realizador da obra a fazer algo muito mais extraordinário dali, mostrando uma versão absoluta dos jovens e seus afluentes (pais e professores). Com isso, ele pode navegar por terras distantes, com diálogos diferenciados e momentos únicos, mas sempre contando com o reconhecimento fácil do público aos personagens, afinal, esse é o objetivo : criar uma obra máxima dos jovens da época. Com os personagens escolares da época.

É claro, em alguns pontos, o filme exagera relações reais - como a perseguição urbana do diretor a Ferris, e seu desejo de pegar o aluno travesso aprontando algum fora da escola - mas esse uso da hipérbole não está errado. É fascinante ver o jogo de gato e rato velado que ocorre dentro do colégio com os alunos de verdade, ocorrer literalmente nas telas. Mais um ponto que contribui para a realização de uma obra jovem absoluta.




De resto, o filme mostra a diversão e aventuras de Ferris, sua namorada Sloane e o amigo pessimista e certinho Cameron, dentro da Ferrari colecionável de seu pai.

 
No que diz respeito a técinica, Curtindo a Vida Adoidado é também único e inconfundível. A direção de Jonh Hughes (que morreu recentemente, infelizmente) rompe com todas as outras direções de filme de adolescente. Ele acompanha o ritmo do filme, a câmera lenta que coloca em diversos momentos chave, onde a ação é grande, nos permite contemplar a situação e muitas vezes dar risada (fora as risadas das boa piadas e frases bem colocadas ao longo do filme). O posicionamento estático ao ouvir Matthew Broderick falar com o público é também uma ótima idéia. Não deixa o espectador perdido, ao ter de ouvir duas coisas. Toda a atenção é dada ao ator nesse momento. Broderick também não decepciona e tem uma atuação magistral. Sua cara é inconfudível, e acho difícil alguem conseguir imitar. Suas outras expressões também ajudam a por a cereja no bolo.

Apesar disso tudo, há quem diga (principalmente os mais velhos conservadores da moral) que Curtindo a Vida Adoidado é um filme imoral, indecente e que inspira a vagabundice. Na verdade, se olhassem de um outro modo, poderiam ver no filme, o personagem Cameron, que é muito certinho e metódico, e sofre por isso. No filme, ele é incentivado a relaxar mais, não ter tanto compromisso assim. Deste modo, o filme dá um recado a todos os jovens que não aproveitam a vida, a curti-la melhor, principalmente neste momento inesquecível dela.

sexta-feira, 11 de junho de 2010



Após o maravilhoso 1492: A Conquista do Paraíso, Ridley Scott seguiria na linha “marítima” com Tormenta.

Um grupo de adolescentes embarca num navio escola, o qual é comandado por um capitão não confiável, a princípio, até que os problemas começam a acontecer e cada um revela sua “verdadeira identidade”.




Com este roteiro simples e com uma equipe mediana, Tormenta vale apenas por sua história e sua vivencia dentro dela. Há pontos de identificação com a trama, bem como pontos de incongruências entre os fatos e as atitudes, mas isso é básico do ser humano.

Confiança é o tema básico desta história, mas poderia ser muito melhor desenvolvida ao ponto que se torna cansativo ao longo da história, pois tem aquele clima de “nunca acontece nada” e assim vai por um bom tempo, ficamos dispersos e esquecemos o foco do filme. Paciência é preciso.




O filme é tecnicamente fraco, vale como filmografia para conferir, e mais nada. Pois, até a “lição de moral” e redenção dos personagens são fracas. Uma história que podia ser muito melhor contada. Este filme marca o início da segunda queda de qualidade na filmografia de Scott.

Como dito, é preciso paciência, pois como nada acontece, o roteiro se perde e ficamos dispersos, as atuações também não são convincentes. Jeff Bridges, John Savage e Ryan Phillipe, este último em começo de carreira, deixam a desejar e muito, não tem expressões, não passam simpatia e muito menos empatia ao que está acontecendo, mesmo até no desfecho onde acontece alguma coisa no filme.





Partindo da premissa da sinopse, olhando o elenco pra saber quem é quem, assistindo aos 40 min finais de filme, você consegue entender a história inteira sem perder seu tempo assistindo desde o começo.

Quem quiser conferir, fica o aviso, este é igual a vários outros filmes que existem por aí nada inovador, nada surpreendente, é básico do básico feito de qualquer jeito. E a opinião geral sobre esse filme é simples e radical, ou você odeia profundamente, ou gosta muito mesmo.

Tormenta em Imagens:












Bruno Gonçalves
Estudante de Direito e Arauto do Caos