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sábado, 20 de outubro de 2012

Os Candidatos


Os Candidatos
(The Campaign, 2012)
Comédia - 85 min.

Direção: Jay Roach
Roteiro: Chris Henchy e Shwan Harwell

com: Will Ferrell, Zach Galifianakis, Jason Sudeikis, John Lithgow, Dan Aykroyd, Dylan McDermott, Katherine LaNasa, Sarah Baker, Brian Cox

A política por si só, já se presta a ser um alvo claro para paródias e escracho. No mundo em que vivemos a ideia de governar uma nação para o bem maior, tem se transformado em motivo de piada desde sempre. Seja por aqueles que discordam das direções tomadas por quem comanda a ação, seja pelas próprias ações de quem governa que, monitorada por um universo de pessoas 24 horas por dia, se vê num telão infinito, onde cada passo dado é julgado, analisado, ovacionado, odiado, parodiado e etc.

A comédia sempre usou a política como alvo, seja na parodia dos políticos corruptos, naqueles populistas, nos engajados e até mesmo na desconstrução da ideia de um governante. Os Candidatos é uma mistura de tudo isso, e embora tenha momentos realmente engraçados, perde muito com uma resolução edificante e que no fundo quer reforçar os conceitos do american way of life, que no fundo, vinham sendo criticados desde então.

A historia começa com um voice over que entrega a piada pronta do filme. O personagem de Will Farrell (Cam Brady) conversa antes de começar um pronunciamento e ouve as diretrizes de seu coordenador de campanha. Repete as ordens, falar sobre "America, Jesus and Freedom" (América, Jesus e Liberdade), algo muito próximo do que candidatos não só americanos adoram dizer durante as campanhas. Brady é um político profissional, daqueles que adora o "puder", mas que não realiza nada para o povo, gosta do status, mas não do trabalho. Não chega a ser um corrupto, mas é um sujeito preguiçoso e acomodado. A trama ganha corpo, quando surgem os misteriosos irmãos Motch (vividos pelas lendas do humor americano John Lithgow e Dan Aykroyd) que planejam um golpe absurdo que precisa da aprovação governamental. Depois de ver sua ideia ser recusada por um dos 88 assessores de Brady, partem para um plano mais ousado: criar um candidato do zero, que serviria aos interesses de seus planos, e que concorra com Brady ao posto de congressista em seu distrito.


O sujeito é o excêntrico Marty Huggins, vivido com habitual bizarrice por Zach Galifianakis, que parece ter criado uma persona cinematográfica que só funciona com esses tipos. Filho de um político aposentado (ponta de Brian Cox), Marty é tudo o que um político não deve ser. Inseguro, de visual estranho, voz anasalada e fina, que aos poucos vai tendo sua imagem e discurso alterado em prol da tal "campanha", que dá título ao filme originalmente.

O desenvolvimento do filme, quando somos alvo de uma serie de piadas que envolvem os meandros políticos, como debates em que o candidato se esquiva e na verdade não diz nada, ou sobre a deturpação das frases de determinado personagem para que aquilo se transforme em arma contra ele mesmo, ou a subversão do clichê de beijar um bebê ou ser legal com um cãozinho, funciona agradavelmente bem. Tudo isso, com um bom timing a cargo dos dois bons atores e da direção de Jay Roach (experiente em filmes do gênero, como as aventuras do agente Austin Powers e os dois primeiros Entrando numa Fria) que fazem dos absurdos de Candidatos uma ótima mostra dos exageros da política. Claro, que elevados à nonagésima potencia (ou não em alguns casos), mas que no fundo querem dizer a mesma coisa: a política é mal utilizada pelo ser humano, que deixa a cargo de gente mesquinha e ignorante no comando de seu país, cidade, estado. Além disso, mostra que o público é conivente, pois apóia e vibra com cada bobagem proferida pelos medonhos candidatos.

O problema do filme é que em vez de seguir em uma espiral de ofensas e bobagens até o tal dia de eleição, ele pretende apresentar uma mensagem, uma ideia "política" e que derruba o impacto das observações satíricas até ali vistas. Apesar de a mensagem ser óbvia e direta, esse conto de moralidade é tolo, já que perde a chance de ser ainda mais anárquico e contundente em um período (eleição presidenciais americanas) onde os olhos do público em geral voltam-se para o assunto. Ao optar pelo caminho da complacência, Candidatos - com o perdão do infame trocadilho - perde a eleição, e não vai para o segundo turno das comédias do ano.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Pronto para Recomeçar

Pronto para Recomeçar

(Everything Must Go, 2010)
Comédia/Drama - 97 min.

Direção: Dan Rush
Roteiro: Dan Rush

Com: Will Ferrell, Rebecca Hall, Christopher Jordan Wallace e Michael Peña

Uns meses atrás, estreou no Brasil o fracasso de crítica e público, Larry Crowne, que tinha no elenco duas super -estrelas do cinema mundial: Julia Roberts e Tom Hanks (que também assinou a direção). No patético filme, Larry era um sujeito boa praça que perde o emprego e precisa "reencontrar o sentido da vida" ao mesmo tempo em que seu mundo cor de rosa começa a fazer sentido.

Pronto para Recomeçar é basicamente a versão real e sem retoques sobre a reconstrução de um homem (Nick Halsey), depois de ser abandonado pela esposa, perder o emprego e a casa em que vive e ainda ter que dominar e vencer o vício do álcool. Apesar de a sinopse parecer indicar um dramalhão melado e cheio de lições de vida, na prática o filme de Dan Rush é mais cínico e bem humorado do que a média da categoria. Muito disso é mérito da escalação de Will Ferrell, um ator de grande talento que consegue transitar com méritos pela comédia (onde se consagrou nos Estados Unidos) e pelo drama (Mais Estranho que a Ficção) e que aqui consegue caminhar entre esses dois mundos com extrema habilidade.

É um grande trabalho de Ferrell, que é emocionante, crível e patético em iguais proporções. O filme não nos força a gostar daquele homem, que claramente tem sérios problemas de caráter. Não é a toa que sua mulher o deixou, e que largou suas coisas no jardim em frente à bela casa da família, fazendo de Nick um sem teto, acampado no próprio jardim, cercado de tralhas.


Outra qualidade é a de não esfregar na cara do espectador explicações óbvias sobre o personagem principal. Não existe uma preocupação em explicar cada detalhe da vida de Nick, deixando muitos dos porquês subentendidos ou a cargo dos próprios personagens, o que poderia ser um recurso pobre (já que a cartilha do cinema diz que: em vez de contar uma ação, mostre) aqui funciona perfeitamente, já que se o filme optasse por mostrar os problemas de Ferrell perderia muito tempo, mostrando cada pequeno evento que causa a hecatombe emocional do personagem.

Deixando essa responsabilidade para uma conversa informal entre os personagens, o diretor Dan Rush aproxima as relações do publico, deixando-a mais humanas, o que é o segredo do filme. Apesar do absurdo de acompanharmos um homem acampado em seu próprio jardim e mesmo com alguns exageros humorísticos desnecessários (como uma disputa por seu carro ou a abertura do filme mostrando Ferrell fugindo depois de furar o pneu de seu ex-chefe), Pronto para Recomeçar é profundamente emocional e espera que o espectador compre a ideia de seu "herói" mais que falível e que não vai tentar lhe dizer como viver sua vida.

Talvez seja esse o grande mérito do filme, o de não tentar - como é comum em produções vendidas como dramas humanos vindas dos Estados Unidos - explicar ao espectador como proceder com sua própria vida, já que Nick nada mais é do que mais um sujeito difícil, cheio de defeitos e nada simpático, mas com um bom coração e uma grande vontade de melhorar.


A interação entre Ferrrel e o garoto Christopher Jordan Wallace é outro achado. Parecendo saído (com restrições óbvias de temática) de Papai Noel as Avessas, o relacionamento entre o fracassado Nick e o maduro e ávido por conhecimento Kenny (Wallace) faz do filme uma comédia involuntária (onde ai sim, o humor funciona direito) sobre o patético estado do personagem principal. E quando o filme ganha a figura de Samantha (Rebecca Hall) uma jovem grávida vinda da cidade grande, o filme também subverte nossas expectativas, transformando-a em muito mais do que um rostinho bonito.

Ainda contando com uma participação interessante de Michael Peña, como um policial e amigo de Nick, que tenta ajudá-lo boa parte do filme, Pronto para Recomeçar é um trabalho seguro de Dan Rush e mais uma atuação quase irrepreensível de Ferrell, que mostra cada dia mais que é um ator versátil e que deveria ter mais espaço para brincar com seus dotes dramáticos.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010


Megamente
(Megamind, 2010)
Ação/Comédia - 95min.

Direção: Tom McGrath
Roteiro: Alan J. Schoolcraft e Brent Simons

Com as vozes de: Will Ferrell, Brad Pitt, Tina Fey e Jonah Hill

A Disney sempre foi uma líder no ramo das animações. Porém, com a chegada da modernidade, os roteiros clássicos do padrão da empresa se tornaram obsoletos e a chegada de fracassos de bilheteria, como A Nova Onda do Imperador, Irmão Urso e Lilo e Stitch, decretaram o fim absoluto do reinado Disney. Mas havia a Pixar, empresa antiga divisão da LucasFilms que despontaria pro sucesso com seu primeiro longa e a maior bilheteria de 1995, Toy Story. A Disney, sentindo o fim de sua hegemonia uma década antes do lançamento de Irmão Urso, bancou a distribuição de Toy Story e ali se formou a maior parceria do ramo cinematográfico animado. Aliando a habilidade Disney em marketing e tradição com a genialidade dos excelentes roteiros das cabeças criativas da Pixar, a hegemonia tinha trocado de mãos, mas com o apadrinhamento Disney. Vendo que animação tinha mercado, a Dreamworks, empresa de Steven Spielberg, começou no ramo, mas seu primeiro longa de expressão fez tremer as bases Disney. Enquanto a Pixar entregava o bom Monstros S.A, a concorrente lançava o excelente Shrek.

Como a Dreamworks viu que aquele caminho fazia sucesso (mesmo Shrek sendo inferior a todos os filmes Pixar desde Procurando Nemo), resolveu trilhá-lo. E se a Pixar é a empresa mais apaixonada e competente no cinema (veja bem, não apenas animação), entregando declarações de amor á sétima arte com roteiros dramáticos, a Dreamworks continua fazendo Shrek. E Megamente é o novo Shrek, mas dessa vez com o mundo dos super-heróis.


A trama segue Megamente, que é um super-vilão que sempre perde pra MetroMan, o herói da cidade de MetroCity. Entre os planos de Megamente, está o seqüestro da Lois Lane da vez, Rosane Rocha, repórter namorada de MetroMan. Em um dos diversos seqüestros dela, Megamente atrai MetroMan e finalmente consegue destruir seu inimigo. Mas como todo vilão só é vilão com um herói na sua cola, Megamente resolve criar um novo super-herói pra poder voltar aos dias de Glória. Porém, sua cria, o Titan, foge do controle e se volta contra MetroCity. E cabe apenas a Megamente, outrora vilão, salvar o dia.

É interessante observar que a empresa de animação tem possibilidades de alcançar novos horizontes (como no recente Como Treinar seu Dragão), investindo no drama que a Pixar sabe fazer tão bem (mesmo que em menor densidade). Mas mesmo assim, a Dreamworks intercala esses projetos mais ousados e originais com os seus filmes-evento (Megamente) e bobagens com fins lucrativos que não deviam existir (Shrek 4). Há um quê de visão nessa estratégia, afinal Dragão pode até ter sido o melhor filme desde Shrek (ou da empresa), mas foi o menos lucrativo. Megamente entra no campo dos lucrativos, auxiliado pelo 3D, com um roteiro que promete a desconstrução definitiva dos super-heróis. Campo já testado anteriormente pela rival, na obra-prima Os Incríveis, o gênero super-herói tem duas gamas diferentes. A linha dos blockbusters, cinemão-pipoca descarado que promete diversão (quase sempre bem-executada) e a linha mais séria, que cria arte num gênero tão banalizado, contando histórias seriíssimas e excelentes. Como espectador, gosto muito das duas gamas e adoro esse gênero. Por isso, é fácil constatar que se Os Incríveis parecia Watchmen, Megamente parece Homem de Ferro.


A comparação é válida não só pelo teor da história, com o exemplo da Pixar sendo sério e Megamente divertido. As tramas são parecidas também e há um esforço contínuo da Dreamworks em fazer Megamente parecer Homem de Ferro. Os Incríveis tinha super-heróis mortos por um super-vilão amargurado, que acaba colocando Sr. Incrível no posto que tinha sido retirado de si na lei que proibiu os heróis. Pra quem não leu Watchmen, essa lei se chama Keene Act e foi inspiração clara pra produção da Pixar. Já Megamente tenta se distanciar tanto de Homem de Ferro que coloca Back in Black e Highway to Hell, do AC/DC, que COMPÔS a trilha do segundo filme do Ferroso. Jurei que ia ouvir Iron Man nos créditos finais, mas acabou sendo o Michael Jackson mesmo.

E daí vem o abismo entre Pixar e Dreamworks. Enquanto a primeira pega como inspiração uma história adaptada ao cinema com censura 18 anos e um dos maiores e mais maduros quadrinhos da História, a segunda força a barra, copiando diversos elementos de sua inspiração, como a já citada trilha sonora e frases como "Super-heróis não nascem, são criados!". E é aí que uma sacada de roteiro, manjada e clichê, é sabotada. Adaptando Homem de Ferro pras crianças da geração 3D, fica claro que a referência do filme é um anti-herói, não um vilão como a trama fazia parecer. Sei que era óbvia a redenção do vilão (na boa, alguém achou que vilão protagonista ia continuar vilão num filme da Dreamworks?), mas colocando o Homem de Ferro como inspiração, fica palpável demais a reviravolta de comportamento de Megamente. Até porque, se o vilão fosse continuar vilão, se houvesse uma desconstrução corajosa mesmo, seria o Coringa, por exemplo, a ser adorado pelo protagonista. Se o vilão fosse vilão mesmo, faria maldades pesadas, não planos maquiavélicos engraçadinhos. Megamente é um vilão tão sério que tem até o seu Criado como alívio cômico...


Mas coloquemos isso no contexto que o filme pede. A ambiciosa idéia de revolução que a empresa prometia jamais seria feita, obviamente. Então esqueçamos a falta de modéstia descabida e avaliamos o filme como uma película descompromissada de ação e comédia. Aqui, entramos em outro campo do cinema Dreamworks: o de Kung Fu Panda. Nesse ponto, Megamente engrandece. Engraçado, ágil, divertido, o filme tem uma construção muito boa de personagens, com a seqüência inicial sendo um exemplo do que a Dreamworks sabe fazer muito bem: Megamente e MetroMan, a cópia do Superman (com direito a Lois Lane-Rosane Rocha e um Jimmy Olsen-Hal Stewart), saindo de seus planetas, tendo a mesma origem, porém com um destino completamente oposto aqui na Terra. Enquanto um é criado em berço de ouro, o outro é criado na prisão. Aí se reforça uma referência muito boa pescada pela Dreamworks: a de A Piada Mortal, de Alan Moore, escritor de Watchmen. No final das contas, é apenas um dia ruim que mudou a vida dos dois seres extraterrestres. Há também um quê de drama, típico dos terceiros atos dos filmes da empresa, que é convincente, mantendo a atenção do espectador presa na tela.

E os personagens são tão simpáticos e a ação, ainda que exagerada (o clímax tem mais de 15 minutos justamente pela falta de história), é entretenimento de pura qualidade. Qualidade tão grande e divertida que basta pra disfarçar a falta de conteúdo no roteiro estrutural.


Juntando isso a diversas referências pop, como a da Mamba Negra de Kill Bill, Megamente se torna um produto sem relevância artística, mas extremamente divertido e interessante. Seguindo a linha de sucessos, como Kung Fu Panda e Madagascar 2, Megamente agrada e é perfeito pra uma sessão sem compromisso e de fim de semana. Não se devem julgar dispensáveis as referências conhecidas da empresa. Elas são essenciais pra tornar os seus filmes acima da média, como fez com Monstros vs. Alienígenas, que tem uma trama um tanto pobre, mas que é divertida e fica melhor ainda se pescarmos as citações aos filmes B de terror dos anos 50.

Apesar de ter acompanhado a versão em português, é bom exaltar o elenco soberbo de dubladores do filme. Will Ferrell se encaixa perfeitamente como Megamente, se reunindo ainda com outros comediantes como Tina Fey (Rosane), Jonah Hill (Hal) e até mesmo Ben Stiller, numa ponta como Bernard. Fora que ainda tem a genial sacada de chamar o galã Brad Pitt pra dublar o MetroMan.

Tecnicamente, nada a se declarar de especial. A direção de Tom McGarth é muito boa, seguindo o padrão das animações desde Toy Story, explorando os ângulos grandiosos que são caros demais no live-action. A fotografia do filme é bonita e o 3D não a escureceu como sempre tende a acontecer. Um belo trabalho de Phill McNally. A trilha sonora de Hans Zimmer e Lorne Balfe é muito boa também e ajuda a tirar cada emoção que o filme precisa, encaixando-se perfeitamente na película, ainda que essa trilha não deva ser levada em conta como música propriamente dita. Excelente no filme, nem tanto pra ouvir sozinha.


Mesmo sendo um mix de idéias e mais uma promessa quebrada da Dreamworks, Megamente é um excelente entretenimento passageiro, que não marcará em nada sua vida, mas fará ela feliz por 96 minutos. Para o público médio de cinema, o verdadeiro alvo da empresa, o filme deve ser uma satisfação. Já eu tive que agüentar com pesar o fato de ter esquecido o filme logo que saí da sessão, lembrando mais do filme visto dois dias antes, a genial obra-prima contemporânea A Rede Social (aliás, vale a dica, só assista Megamente se for ver Rede Social antes).

E a Dreamworks continuará a mesma. Espero que continue executando bem essa mesmice, já que algumas empresas simplesmente decidem insistir no erro. Se for assim que eles querem, eu já estou preparado. Que não se leve em conta mais nenhuma revolução que a empresa prometa. Afinal, a revolução de verdade aconteceu em Os Incríveis. E é duro dizer, mas a outra revolução de verdade não pode ser feita agora simplesmente porque a Dreamworks não tem talento pra executá-la. E não terá, pelo fato dela querer fazer um novo Shrek até esgotar a fonte. Pelo menos Dragão sai da desconstrução, dando ainda um pouquinho de esperança.

Andam dizendo por aí que Megamente é uma homenagem ao Superman, como até sugere a referência a Marlon Brando como pai de Titan. Respeitosamente, discordo. Pra mim, Tony Stark foi que ganhou essa homenagem, divertida á beça.