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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Piores Filmes do Ano (Listas Individuais)

Depois do best of, chega a vez do worst of... somente as tranqueiras mais nojentas do ano.


Gabriel Papaleo
10 - Os Perdedores
9 - Alice no País das Maravilhas
8 - Um Olhar no Paraíso
7 - Simplesmente Complicado
6 - Fúria de Titãs
5 - Salt
4 - Atividade Paranormal 2
3 - Gente Grande
2 - Juntos Pelo Acaso
1 - Muita Calma Nessa Hora


Joaquim Pedro
  10 - Eclipse
9 - Sex and the City 2
8 - Simplesmente Complicado
7 - Um Olhar no Paraíso
6 - Fúria de Titãs
5 - Gente Grande
4 - Último Mestre do Ar
3 - Atividade Paranormal 2
2 - Salt
1 - Par Perfeito
 
Luiz Schenk
  10 - Atividade Paranormal
9 - Ultimo Mestre do Ar
8- Um Parto de Viagem
7 - Princesa e o Sapo
6 - Um Olhar no Paraiso
5 - Educação
4 - Invencível Homem de Ferro
3 - All Riders vs Dai Shocker
2 - Preciosa
1 - Hora do Pesadelo
 
Ana Carol Dias
5 - Stone
4 - Preciosa
3 - Open House
2 - Salt
1 - Hora do Pesadelo

Alexandre Landucci
  10 - Simplesmente Complicado
9 - Amelia
8 - Os Perdedores
7 - Último Mestre do Ar
6 - Cold Souls/Almas a Venda
5 - Sex and the City 2
4 - Jonah Hex
3 - REC 2
2 - Diário de um Banana
1 - Skyline
 
Menções desonrosas: Exam, Um Olhar no Paraíso, Último Exorcismo, Grace e Um Sonho Possível





segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Melhores de 2010 (Listas Individuais)

Sim, amigos, com o inicio de 2011, chega a hora de rever 2010 e apontar os melhores e piores do último ano cinéfilo. Nosso critério foi  seguinte: valem filmes de 2010 e filmes que estrearam no Brasil em 2010.


Seguem nossas listinhas individuais para abrir os trabalhos:


Gabriel Papaleo
10 - À Prova de Morte
9 - Tropa de Elite 2
8 - Um Homem Sério
7 - Guerra ao Terror
6 - Scott Pilgrim contra o Mundo
5 - Kick-Ass
4 - Rede Social
3 - A Origem
2 - Cisne Negro
1 - Toy Story 3

Joaquim Pedro 
  10 - Senna
9 - À Prova de Morte
8 - Homem de Ferro 2
7 - Kick Ass
6 - Tropa de Elite 2
5 - Scott Pilgrim contra o Mundo
4 - Rede Social
3 - A Origem
2- Cisne Negro
1 - Toy Story 3
 
Luiz Schenk
10 - Tron - O Legado
9 - Karate Kid
8 - Alice no País das Maravilhas
7 - Kick Ass
6 - Toy Story 3
5 - Livro de Eli
4 - Ilha do Medo
3 - Guerra ao Terror
2 - Sonho Possível
1 - Onde Vivem os Monstros
 
Ana Carol Dias
10 - Tron - O Legado
9 - Rede Social
8 - Tropa de Elite 2
7 - A Origem
6 - Kick Ass
5 - O Livro de Eli
4 - Ilha do Medo
3 - Invictus
2 - Sherlock Holmes
1 - Onde Vivem os Monstros

Alexandre Landucci 
10 - Carancho
9 - Enterrado Vivo
8 - Scott Pilgrim contra o Mundo
7 - Rede Social 
6 - Um Homem Sério
5 - Escritor Fantasma
4 - Onde Vivem os Monstros
3 - Ilha do Medo
2 - O Segredo de seus Olhos
1 - Cisne Negro
 
Menções: The Cove/A Enseada, Toy Story 3, Mary & Max, Valhalla Rising e Kick Ass


segunda-feira, 1 de novembro de 2010


O Fantástico Mundo de Tim Burton


Tim Burton anuncia os primeiros nomes confirmados para o elenco do seu novo filme, Frankenweenie. O longa será produzido pela Walt Disney Pictures e neste mês foram anunciados os nomes de Winona Ryder, Martin Landau, Catherine O’Hara e Martin Short farão as vozes dos personagens da animação.

Todos eles já trabalharam com o diretor em produções anteriores. Ryder foi Kim, em “Edward Mãos de Tesoura” (1990) e a Lydia de “Os Fantasmas se divertem” (1988), que também tinha O’Hara no elenco como a personagem Delia. Short fez o papel de Jerry Ross em “Marte ataca!” (1996) e Landau interpretou Béla Lugosi no longa “Ed Wood” (1994) além de ter feito uma participação em “A Lenda do Cavaleiro sem cabeça” (1999).
Na década de 1980, Burton iniciou sua carreira por meio de uma bolsa de estudos dos próprios estúdios da Disney para trabalhar com animação. Depois de realizar Vincent (1982), sua primeira animação, ele dirigiu dirige um filme de ação com 27 minutos, a primeira versão de “Frankeweenie” (1984).

A produção não foi lançada porque os responsáveis não a consideraram conveniente para o público infantil. Mesmo assim, o diretor foi contratado e começou a trabalhar no mesmo ano em séries para TV, no caminho para a direção de seu primeiro longa “As grandes aventuras de Pee-Wee” (1985).

O novo Frankenweenie será baseado neste curta-metragem homônimo do início da carreira de Burton. A história é sobre um garoto chamado Viktor e seu cãozinho, Sparky. Depois de sofrer com a morte do animal de estimação, o menino descobre o livro de Frankstein e resolve trazer seu amiguinho de volta à vida. A refilmagem tem previsão de estreia para 2012.

Acompanhe pelos vídeos as três partes do original Frankweenie e na sequância, uma linha do tempo com a filmografia de Tim Burton como diretor e produtor.




http://www.dipity.com/comunik/Filmografia-Tim-Burton

terça-feira, 19 de outubro de 2010



O filme de título original Full Metal Jacket, foi nomeado em português como Nascido para matar. A tradução não foi literal e o título em português sugere a idéia de um filme violento.


As letras datilografadas, pretas em um fundo branco e em caixa alta. Pelo fato das cores e letras usadas serem mais básicas, a expectativa criada é de um filme que vai passar a mensagem desejada de forma simples e direta.

À primeira vista, o título é evocativo por fazer referência à “full metal jacket”, sendo de alguma forma também, enigmático. A tradução especifica que alguém é o “nascido para matar”, o que pode nos remeter ainda a um personagem do filme.

O cartaz da produção cinematográfica em questão ressalta o diretor (Stanley Kubrick’s…), sem grande destaque para os atores. Por não haver nenhuma foto de pessoa neste material promocional, há o indício de que o tema será mais destacado.

As letras menores no cartaz contêm o nome do estúdio, do diretor, dos atores principais, dos produtores, co-produtores e ainda indica que a história é baseada em um romance escrito por Gustav Hasford. Não há referência a nenhuma premiação.

A imagem utilizada para ser a porta de entrada da produção está em primeiro plano e mostra um capacete usado por soldados, com a inscrição “born to kill”, o que explica a tradução do título já citada.

De forma contraditória ou até irônica, há no capacete o símbolo usado pelos hippies e abaixo dele munição de armas de guerra, tal imagem sugere que o tema abordado será a guerra do Vietnã.


As cores do capacete remetem à vestimenta militar e o fundo branco destaca a imagem principal que está centralizada. Há ainda ênfase no nome do diretor, o qual inclusive consta no título da obra. A tag-line “in Vietnam the wind doesn’t blow it sucks”, indica que serão mostradas as situações difíceis enfrentadas pelos soldados em uma Guerra cheia de controvérsias como a do Vietnã.

Após assistir ao filme, algumas observações puderam ser feitas. O título original é citado pelo personagem Pyle antes de se matar. Ele tem nas mãos um rifle e diz ao seu amigo que o tipo das balas usadas são as revestidas de metal (full metal jacket).

Já o título em português e a imagem principal do cartaz, têm referência primeiramente no treinamento, no qual os soldados são motivados sempre a matar. Em um segundo momento, há alusão explícita no capacete usado pelo soldado Joker, com a inscrição “born to kill”.


Ao mesmo tempo, como é mostrado no material promocional, o soldado Joker usa em seu uniforme um botton com o símbolo hippie da paz e, ao ser questionado sobre isso, afirma ao seu superior que o usa para mostrar a dualidade dos homens.Sendo assim, o filme utiliza muito mais de simbologias para passar sua mensagem, confirmando a idéia de não destacar nenhum ator e/ou personagem para a divulgação da produção.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010



O filme Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street, tem seu título traduzido literalmente para o português, sendo Sweeney Todd: o barbeiro demoníaco da rua fleet, mantendo a idéia original.

As letras têm formato que lembram lâminas, fazendo menção às navalhas usadas pelo barbeiro para matar suas vítimas. O esguicho de sangue no centro do título é artifício para identificar os assassinatos recorrentes na produção cinematográfica em questão.

O título ainda se refere ao personagem principal, o barbeiro Sweeney Todd que, após pensar que sua família havia sido morta e passar anos na prisão, retorna à Londres para se vingar do Juiz Turpin, o responsável por tal tragédia.

Bem como o título, o cartaz de divulgação traz em destaque o ator principal (“Johnny Depp is”), caracterizado como o protagonista Sweeney Todd, sentado no local que se tornará o ambiente da barbearia onde ele executará os assassinatos.


As cores usadas são escuras, por se tratar de um tema dramático e também pela direção de Tim Burton, conhecido por sua estética dark. O destaque para o diretor também pode ser percebido pela inscrição “a Tim Burton film”, acima do título.

Na parte inferior há ainda informações como: os estúdios (Warner Bros e Dreamworks) e seus respectivos logotipos, os nomes dos atores principais, dos produtores e do diretor (Tim Burton). Há ainda a indicação da época de estréia do filme (“this christmas”), procurando atrair os espectadores às salas de cinema.

Por fim, a tag-line: “never forget, never forgive”, faz referência ao instinto de vingança do personagem principal que tem sua liberdade, bem como a sua família, roubadas por caprichos de um homem poderoso. Mesmo com 15 anos para esquecer o ocorrido, Sweeney repete esta frase no decorrer do filme para mostrar que seu ódio não cessou e ele está à procura do culpado.



segunda-feira, 23 de agosto de 2010



A Hora dos Sonhos

Quem tem mais de 20 anos consegue lembrar-se de um homem com chapéu, blusa de frio listrada de preto e vermelho, rosto deformado e garras em uma das mãos. Freddy Krueger foi um personagem que habitou o imaginário de crianças e jovens dos anos 80 e permanece como figura simbólica dos filmes de terror trash.
Atualmente, Samuel Bayer foi o diretor responsável pelo remake da trama “A Hora do Pesadelo” (“Nightmare on Elm Street”), que ficou em cartaz nos cinemas do Brasil durante o mês de maio.

Como esperado, a sala de exibição do filme não estava tão cheia como os destaques “Alice no País das Maravilhas” ou “Homem de Ferro 2”, mas o público-alvo estava presente. Grupos de jovens, alguns mais velhos que se arriscavam sozinhos para ver o homem que invade sonhos. Pipoca e refrigerante comprados, lugares ocupados e uma introdução longa começa a passar no telão. A sensação inicial foi demedo, mas, antes da metade do filme, isso mudou.
O Krueger que invadia sonhos, sem palavras, sem desculpas e sem justificativas, agora dialoga com os adolescentes que persegue, se explica, conta sua “sofrida” história. As cenas clássicas, de tirar fôlego, foram remontadas de forma interessante, mas alguns acréscimos podem ser considerados desnecessários.
Corpos dos estudantes mortos no começo do filme voltam para assombrar os sobreviventes, desviando o foco do personagem principal. O pesadelo da Rua Elm começa a ter que se encaixar demais em uma estética nova, um mundo novo. Tudo tem que ter lógica e o “malvado” é inclusive trazido para o mundo real, para que os “mocinhos” possam se salvar.
Adaptar o filme para se tornar mais coerente para diferentes públicos é compreensível, se pensarmos no mercado cinematográfico, mas decepcionante para os que saíram de casa esperando algo mais de uma fórmula antiga de sucesso. Não podem deixar de ser dados os créditos à sonoplastia, que mantém a música aterrorizante e avisa da chegada de Freddy, além de interpretações razoavelmente esperadas para atores teens americanos.
O enredo se torna confuso e foge do original em alguns pontos importantes. Krueger, que antes não deixava as crianças dormirem com medo, hoje só assusta.

sábado, 7 de agosto de 2010




Os Brinquedos da Minha Vida ou Minha Vida de Brinquedo

Eu e Ana assistimos a Toy Story 3 e para isso eu resolvi assistir antes aos outros dois filmes da franquia para relembrar o que já havia acontecido e entrar no clima do que estaria por vir no terceiro. Portanto, o breve relato que aqui deixarei não é nada técnico e sim um tanto quanto sentimental e parcial.

Desde muito pequeno meus pais compravam bonecos para mim, mais do que jogos, bolas, carrinhos ou qualquer outro tipo de brinquedo, os bonecos “comandavam” o baú do meu quarto e como não podia deixar de ser, um carinho muito grande cresceu em mim por essas pequenas criaturinhas.
Assim como Andy, eu não saía de casa sem ao menos uns dois deles, brincava o tempo todo e quando algum sumia, era como perder um amigo. Ser filho único também teve uma grande influência no meu carinho por esses amigos de plástico e digo que até mesmo quando ganhei um gato e um cachorro, eles ainda eram parte importante da minhacompanhia diária na hora de brincar e conversar. Além do mais eles eram uma forma divertida e prática de me sociabilizar com outras crianças.
Sou filho de pais separados e na época da separação, por mais amigável que ela tenha sido, vários sentimentos explodiam em minha cabeça, mesmo sem motivos para isso. Eu sentia culpa, tristeza, medo, expectativa e tudo mais que uma separação possa trazer a um menino de 10 anos e meus brinquedos eram meu apoio, meus ouvintes, alguém em quem eu podia depositar minha confiança.
O meu maior sonho era de que um dia, todos eles ganhassem vida e se tornassem meus amigos para sempre. Toy Story realizou esse sonho para mim e tenho certeza que para muitas crianças e adultos que assistiram aos filmes também.
Imaginar o que esses heróis, soldados, cowboys, astronautas fariam se ganhassem vida sempre foi algo que passava na mente das crianças. Vale lembrar aqui a série Thunderbirds, onde os “atores” eram bonecos comandados por cabos transparentes ou por meio de robótica.
Woody, Buzz e sua turma são os nossos bonecos ganhando vida. O principal mérito dessa franquia é exatamente isso. Sim, Toy Story foi uma revolução na animação. Em todo o mundo se falava desse novo patamar que o “desenho” alcançou. Mas de nada valeria esse esforço sem o enredo espetacular, sério e adulto em alguns momentos e hilariante e absolutamente divertido. Mas vai muito além.
Existe um sentimento durante o filme de muito carinho. Carinho dos criadores que provavelmente também adoravam seus bonecos, carinho com as crianças e adultos que assistem e carinho com esse tema tão forte para os seres humanos: nossa infância. E assim temos um filme que nos gruda na cadeira e não nos deixa sair de forma alguma. Nem mesmo nos créditos finais (vide o segundo filme com a sacada genial de “erros” de filmagem) conseguimos tirar o olho dessas obras primas.

A conclusão da série

Falemos agora do terceiro filme que fecha essa trilogia com chave de ouro (sendo ultra clichê). Na terceira parte desta aventura de brinquedos, temos um Andy adolescente que já não brinca com seus amigos faz um tempão. Por falta de tempo e por novos interesses que apareceram em suas vidas, o que chateia muito nossos mini-heróis que não conseguem (leia querem) entender que Andy está crescendo.
Andy agora está indo para a faculdade e vai se mudar, o que implica jogar tudo que é tranqueira fora, incluindo os velhos bonecos do baú, que sua mãe indica a doação para a creche. Mas o adolescente resolve colocá-los no sótão e, por acidente, acabam parando no lixo e se revoltam por isso. Sendo assim, decidem ir para a creche por acreditarem ser um lugar melhor.
Assim, a parte final desta jornada começa. Varias mensagens nesse filme são transmitidas: o amor em todas as suas formas, pela infância, pelos animais, ao próximo, não correspondido e correspondido, amor pelo irmão e pela família. A mensagem de como é importante acreditar em nossos sonhos e de como a amizade é uma das coisas mais importantes e fortes deste mundo. É a amizade que move toda essa jornada e os autores foram muito felizes em demonstrar como essa pequena palavrinha pode nos afetar (a cena em que todos dão a mão em um determinado é o exemplo disso).
Ainda temos alem dessa forte carga emocional, momentos de humor incríveis (vale lembrar um personagem falando em outra língua, impagável). Os momentos cômicos aqui são melhores do que em muitos filmes com gente de “carne e osso”. Tiradas, sacadas e piadas muito inteligentes, que fazem referencia a bonecos, bonecas e brinquedos em geral, de distintas épocas.
Toy Story 3 fecha a série nos deixando com um gostinho de quero mais (mais um bordão clichê), porém o que ficou para, de mim especial, é o sentimento de que a vida vai passando, mas não temos (nem devemos) deixar a criança que temos morrer e sim renová-la com nossos filhos, sobrinhos e quem sabe, doando nossos brinquedos e visitando creches, porque não?
Termino esse papo (que estou escrevendo com dois bonecos em cima da minha mesa que estão olhando para mim) com uma passagem de uma banda de rock progressivo aqui de Belo Horizonte. O Cartoon: “Todo menino vive sozinho e tem dentro de si um sol. Vem um adulto com seu balde d’água e apaga esse ser num…tchau. Não deixem que te apaguem menino! Não deixe que roubem seu brilho!” Cartoon – Duendes