domingo, 19 de dezembro de 2010


Comer, Rezar, Amar
(Eat, Pray, Love, 2010)
Comédia/Romance - 133min.

Direção: Ryan Murphy
Roteiro: Ryan Murphy e Jennifer Salt

Com: Julia Roberts, Javier Bardem, Richard Jenkins e Billy Crudup

Comédia Romântica é um gênero saturadíssimo no cinema. Sempre tem algum filme com clichês, viradas no terceiro ato e beijos em aeroporto prontos pra aparecer. Numa pesquisa rápida, podemos notar que, só no circuito atual, temos: Juntos Pelo Acaso, Amor por Acaso, Coincidências do Amor e por aí vai. Porém, a variedade das tramas é tão ampla quanto a galeria dos títulos traduzidos, que tem sempre "Amor", "Surpresa" ou "Acaso" no título. Então, quando lançam variações saudáveis desse gênero sofrível, é amplamente válida a visita ao filme. Nesses últimos dois anos, tivemos dois exemplos: o genial 500 Dias com Ela e Educação. Porém, se foi Educação o indicado ao Oscar, foi um erro grave. O filme começa de maneira sensacional, apresentando uma charmosa comédia "coming-to-age", com toques românticos e elegância tipicamente inglesa (e ainda apresentava a atriz mais bonita do mundo para esse crítico que escreve, Carey Mulligan). Porém, uma escolha da protagonista no final se demonstra imbecil e excessivamente infantil. E é nessa linha que Comer Rezar Amar segue. A adaptação do livro da feminista Elizabeth Gilbert é falha na mesma forma que Educação, mas com problemas ainda maiores.

A trama segue Elizabeth que, ao perceber que está infeliz em sua vida, decide que é preciso mudar. Primeiro, remove o obstáculo mais evidente: seu casamento, iniciando assim um doloroso processo de divórcio. Depois, a tentativa de viver uma vida normal e buscar novos relacionamentos amorosos. No entanto, a aparente felicidade inicial logo dá lugar ao mesmo vazio existencial que ela antes sentia. Elizabeth então embarca em uma viagem de um ano pela Itália, Índia e Indonésia.


O roteiro adaptado por Ryan Murphy e Jennifer Salt é correto em diversos pontos, mas comete erros de estrutura. Como o filme é dividido em atos, nas três viagens de Elizabeth, um ritmo cadenciado é completamente válido, afinal, estamos falando do que, na teoria, era um drama de superação. Porém, a escolha feita pelos roteiristas é ditar um ritmo arrastado, que se não chega a cansar, atrapalha muito a mensagem do filme. Em vez de apresentar os fatos de maneira fluida, dividido em etapas, acrescentando algo para a vida de Elizabeth (com ela tirando lições de cada ato importante), o filme escolhe narrar as partes engraçadas, as partes desnecessárias e as importantes. Logo, o filme se torna episódico e extremamente truncado. Na Itália, temos vários dos clichês habituais, como o jeito dos italianos mostrado de uma forma caricata, falas engraçadinhas e diálogos dispensáveis, usados apenas pra exaltar a genialidade repentina que a protagonista ganhou.

Na Índia, o ritmo é mais truncado ainda, apresentando ainda um personagem bem interessante, mas que tira o foco do filme. O desastre se concretiza em Bali, num segmento do filme que simplesmente não devia existir se levarmos em conta o início do filme.

Porém, caro leitor, essa é uma CINEBIOGRAFIA. Logo, o ritmo do filme ser tosco é culpa dos roteiristas, sim, mas não é deles a culpa de Elizabeth Gilbert ser a maior recalcada, hipócrita, irritante e pretensiosa mulher na história recente da Sétima Arte.



E aqui começa a comparação com Educação. Da mesma forma que é infantil a escolha de Carey Mulligan no final do filme inglês, as escolhas tomadas por Elizabeth beiram a ridicularidade. As feministas já dirão que sou machista, que não gosto da mulher querendo se libertar do casamento e etc.

Não mesmo. Mulheres com coragem são uma máxima maravilhosa nas telas. O fato que deve ser levado em conta é a hipocrisia ambulante que é a protagonista. Uma contradição viva. Elizabeth é uma mulher que se julga independente. Porém, ela fica o filme inteiro tentando achar o amor de sua vida, ficando com alguns homens antes do final. Nada contra, se não fosse pelo fato dela achar que a jornada dela NADA VALE SEM UM HOMEM AO SEU LADO. Bonito, não? A mulher é independente, mas precisa de um homem com ela. Então porque largou o marido no início? Afinal, o que Beth não gostava era da instituição do casamento, de ser dona de casa, não de seu marido. Se não fosse esse ridículo pensamento, o segmento de Bali não precisava existir (e o filme fluiria melhor). É uma festa só. A protagonista é um ser tão desastrado na alma que consegue até determinar o fracasso de ritmo do filme.

Mas não só essa contradição deve ser levada em conta. Autoproclamada livre de pudores e preconceitos, a recalcada Elizabeth conhece seu primeiro apartamento na Itália, numa pensão. E qual é a primeira coisa que nossa heroína faz? Reclama do teto, que está sujo e feio e talvez isso faça o apartamento ceder. Tão espiritual, já que foi nessa jornada só porque uma espécie de líder espiritual a guiou, que não se desliga do material. Essa questão é até abordada no filme, no segmento da Índia, em que ela não consegue parar de pensar em trabalho e na decoração da sala de reflexão, em vez de ter paz interior. Porém, essa questão é esquecida e nunca é solucionada, quando é ofuscada pelo drama do personagem do excelente Richard Jenkins. A questão romântica da protagonista é a determinante pra tirar a alcunha desse filme de drama para comédia romântica dramática.



A construção de personagem é fraca. O roteiro gasta tantos minutos em situações arrastadas e desnecessárias que se esquece de explorar a profundidade da tristeza de Elizabeth no casamento. Porém, existem boas partes no filme. E elas são as cômicas e de drama leve, em que partes engraçadas são conduzidas habilmente por Ryan Murphy. As belas locações utilizadas ajudam e tornam o filme simpático.

Os coadjuvantes também fazem parte desse pacote e suas participações são cruciais pra tornar o filme aceitável. O drama leve se deve a partes como a que a irritante protagonista junta amigos e declara o quanto à vida dela está muito melhor agora, sem nada de aparências ou materialista (o pior é que o filme parece acreditar que isso é verdade...) e pede aos seus amigos pra ajudar a quem realmente precisa, doando milhares de dólares pra salvar uma mãe solteira em Bali. O bonito ato sacramenta, de vez, a imagem de mulher independente clichê que é Elizabeth Gilbert. Mulher determinada genérica. Um papel típico de Julia Roberts.

O que ajuda bastante o filme também são os quesitos técnicos. A elegante direção de Ryan Murphy é criativa e explora bastante o ambiente que filma. Buscando ângulos bonitos e recheando as transições de cena com planos aéreos, Murphy executa uma direção bonita de se ver e salva muitas partes do filme que passaram com desinteresse pelo roteiro. A trilha sonora de Dario Marianelli também é muito boa e eleva ainda mais o tom de drama leve e romântico que a história pede. Destaque para a música do espetacular Eddie Vedder no final do filme. Mas o melhor momento do filme é a fantástica fotografia de Robert Richardson remete a uma aura clara, diferente de suas fotografias recentes, o belo contraste clássico de Bastardos Inglórios ou o Noir pesadíssimo da melhor fotografia do ano (junto com Inception), Ilha do Medo. Excelente e ajuda a alavancar a potência que as locações representam pra tornar o filme agradável de assistir. Fora isso, a fotografia de Richardson varia em diversos pontos com os sentimentos da protagonista, se tornando mais clara ou escura, sem tornar-se esquematizada. A edição do filme, por Bradley Buecker, peca em diversos pontos como no desinteresse pela separação das três viagens, que só torna o roteiro episódico... mais episódico ainda.


Nas atuações, a única que merece citação extra, além do genial Jenkins, é a protagonista. Julia Roberts atua como se Elizabeth fosse ela mesma, numa atuação na média, em que comete o maior erro em acreditar com tanta veracidade naquele personagem arquetipico. Logo, é raro ver Julia num papel desafiador e diferente pra ela mostrar todo o talento que tem, como em Duplicidade.

No final das contas, Comer Rezar Amar é um filme pra sessão de sábado á noite, bem filmado e simpático, quando se esquece a mulher vazia que o protagoniza. Ryan Murphy faz o que pode e realiza um filme que, se não fosse a contradição latente que beira o ridículo que permeia a vida de Elizabeth, poderia ser melhor. Poderia ser realmente bom, uma película de jornada que apenas peca pelo ritmo truncado e mal dividido que o filme tem por si só. Porém, não há como fazer uma adaptação sem mudar a essência dela. O maior defeito de Comer Rezar Amar, nas duas mídias, é a escritora. O ideal de liberdade é algo maravilhoso a ser mostrado no cinema e não deve ser colocado em comédia romântico-dramáticas como essa.

Elizabeth Gilbert largando o marido? Que nada. Bom era o tempo que April Wheeler se matou pra fugir da vidinha de dona de casa na maçante Revolutionary Road.





quinta-feira, 16 de dezembro de 2010


The Fighter



Um dos filmes mais comentados nas listas prévias de Oscar e afins é esse drama sobre boxe estrelado por Mark Wahlberg e que deve render uma indicação ao sempre questionado Christian Bale, que vive o irmão do protagonista e seu treinador. O trailer tem um clima de Rocky Balboa e a assinatura "baseado em fatos reais" sempre induz o espectador a dar uma olhada mais atenta ao filme.



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010


Megamente
(Megamind, 2010)
Ação/Comédia - 95min.

Direção: Tom McGrath
Roteiro: Alan J. Schoolcraft e Brent Simons

Com as vozes de: Will Ferrell, Brad Pitt, Tina Fey e Jonah Hill

A Disney sempre foi uma líder no ramo das animações. Porém, com a chegada da modernidade, os roteiros clássicos do padrão da empresa se tornaram obsoletos e a chegada de fracassos de bilheteria, como A Nova Onda do Imperador, Irmão Urso e Lilo e Stitch, decretaram o fim absoluto do reinado Disney. Mas havia a Pixar, empresa antiga divisão da LucasFilms que despontaria pro sucesso com seu primeiro longa e a maior bilheteria de 1995, Toy Story. A Disney, sentindo o fim de sua hegemonia uma década antes do lançamento de Irmão Urso, bancou a distribuição de Toy Story e ali se formou a maior parceria do ramo cinematográfico animado. Aliando a habilidade Disney em marketing e tradição com a genialidade dos excelentes roteiros das cabeças criativas da Pixar, a hegemonia tinha trocado de mãos, mas com o apadrinhamento Disney. Vendo que animação tinha mercado, a Dreamworks, empresa de Steven Spielberg, começou no ramo, mas seu primeiro longa de expressão fez tremer as bases Disney. Enquanto a Pixar entregava o bom Monstros S.A, a concorrente lançava o excelente Shrek.

Como a Dreamworks viu que aquele caminho fazia sucesso (mesmo Shrek sendo inferior a todos os filmes Pixar desde Procurando Nemo), resolveu trilhá-lo. E se a Pixar é a empresa mais apaixonada e competente no cinema (veja bem, não apenas animação), entregando declarações de amor á sétima arte com roteiros dramáticos, a Dreamworks continua fazendo Shrek. E Megamente é o novo Shrek, mas dessa vez com o mundo dos super-heróis.


A trama segue Megamente, que é um super-vilão que sempre perde pra MetroMan, o herói da cidade de MetroCity. Entre os planos de Megamente, está o seqüestro da Lois Lane da vez, Rosane Rocha, repórter namorada de MetroMan. Em um dos diversos seqüestros dela, Megamente atrai MetroMan e finalmente consegue destruir seu inimigo. Mas como todo vilão só é vilão com um herói na sua cola, Megamente resolve criar um novo super-herói pra poder voltar aos dias de Glória. Porém, sua cria, o Titan, foge do controle e se volta contra MetroCity. E cabe apenas a Megamente, outrora vilão, salvar o dia.

É interessante observar que a empresa de animação tem possibilidades de alcançar novos horizontes (como no recente Como Treinar seu Dragão), investindo no drama que a Pixar sabe fazer tão bem (mesmo que em menor densidade). Mas mesmo assim, a Dreamworks intercala esses projetos mais ousados e originais com os seus filmes-evento (Megamente) e bobagens com fins lucrativos que não deviam existir (Shrek 4). Há um quê de visão nessa estratégia, afinal Dragão pode até ter sido o melhor filme desde Shrek (ou da empresa), mas foi o menos lucrativo. Megamente entra no campo dos lucrativos, auxiliado pelo 3D, com um roteiro que promete a desconstrução definitiva dos super-heróis. Campo já testado anteriormente pela rival, na obra-prima Os Incríveis, o gênero super-herói tem duas gamas diferentes. A linha dos blockbusters, cinemão-pipoca descarado que promete diversão (quase sempre bem-executada) e a linha mais séria, que cria arte num gênero tão banalizado, contando histórias seriíssimas e excelentes. Como espectador, gosto muito das duas gamas e adoro esse gênero. Por isso, é fácil constatar que se Os Incríveis parecia Watchmen, Megamente parece Homem de Ferro.


A comparação é válida não só pelo teor da história, com o exemplo da Pixar sendo sério e Megamente divertido. As tramas são parecidas também e há um esforço contínuo da Dreamworks em fazer Megamente parecer Homem de Ferro. Os Incríveis tinha super-heróis mortos por um super-vilão amargurado, que acaba colocando Sr. Incrível no posto que tinha sido retirado de si na lei que proibiu os heróis. Pra quem não leu Watchmen, essa lei se chama Keene Act e foi inspiração clara pra produção da Pixar. Já Megamente tenta se distanciar tanto de Homem de Ferro que coloca Back in Black e Highway to Hell, do AC/DC, que COMPÔS a trilha do segundo filme do Ferroso. Jurei que ia ouvir Iron Man nos créditos finais, mas acabou sendo o Michael Jackson mesmo.

E daí vem o abismo entre Pixar e Dreamworks. Enquanto a primeira pega como inspiração uma história adaptada ao cinema com censura 18 anos e um dos maiores e mais maduros quadrinhos da História, a segunda força a barra, copiando diversos elementos de sua inspiração, como a já citada trilha sonora e frases como "Super-heróis não nascem, são criados!". E é aí que uma sacada de roteiro, manjada e clichê, é sabotada. Adaptando Homem de Ferro pras crianças da geração 3D, fica claro que a referência do filme é um anti-herói, não um vilão como a trama fazia parecer. Sei que era óbvia a redenção do vilão (na boa, alguém achou que vilão protagonista ia continuar vilão num filme da Dreamworks?), mas colocando o Homem de Ferro como inspiração, fica palpável demais a reviravolta de comportamento de Megamente. Até porque, se o vilão fosse continuar vilão, se houvesse uma desconstrução corajosa mesmo, seria o Coringa, por exemplo, a ser adorado pelo protagonista. Se o vilão fosse vilão mesmo, faria maldades pesadas, não planos maquiavélicos engraçadinhos. Megamente é um vilão tão sério que tem até o seu Criado como alívio cômico...


Mas coloquemos isso no contexto que o filme pede. A ambiciosa idéia de revolução que a empresa prometia jamais seria feita, obviamente. Então esqueçamos a falta de modéstia descabida e avaliamos o filme como uma película descompromissada de ação e comédia. Aqui, entramos em outro campo do cinema Dreamworks: o de Kung Fu Panda. Nesse ponto, Megamente engrandece. Engraçado, ágil, divertido, o filme tem uma construção muito boa de personagens, com a seqüência inicial sendo um exemplo do que a Dreamworks sabe fazer muito bem: Megamente e MetroMan, a cópia do Superman (com direito a Lois Lane-Rosane Rocha e um Jimmy Olsen-Hal Stewart), saindo de seus planetas, tendo a mesma origem, porém com um destino completamente oposto aqui na Terra. Enquanto um é criado em berço de ouro, o outro é criado na prisão. Aí se reforça uma referência muito boa pescada pela Dreamworks: a de A Piada Mortal, de Alan Moore, escritor de Watchmen. No final das contas, é apenas um dia ruim que mudou a vida dos dois seres extraterrestres. Há também um quê de drama, típico dos terceiros atos dos filmes da empresa, que é convincente, mantendo a atenção do espectador presa na tela.

E os personagens são tão simpáticos e a ação, ainda que exagerada (o clímax tem mais de 15 minutos justamente pela falta de história), é entretenimento de pura qualidade. Qualidade tão grande e divertida que basta pra disfarçar a falta de conteúdo no roteiro estrutural.


Juntando isso a diversas referências pop, como a da Mamba Negra de Kill Bill, Megamente se torna um produto sem relevância artística, mas extremamente divertido e interessante. Seguindo a linha de sucessos, como Kung Fu Panda e Madagascar 2, Megamente agrada e é perfeito pra uma sessão sem compromisso e de fim de semana. Não se devem julgar dispensáveis as referências conhecidas da empresa. Elas são essenciais pra tornar os seus filmes acima da média, como fez com Monstros vs. Alienígenas, que tem uma trama um tanto pobre, mas que é divertida e fica melhor ainda se pescarmos as citações aos filmes B de terror dos anos 50.

Apesar de ter acompanhado a versão em português, é bom exaltar o elenco soberbo de dubladores do filme. Will Ferrell se encaixa perfeitamente como Megamente, se reunindo ainda com outros comediantes como Tina Fey (Rosane), Jonah Hill (Hal) e até mesmo Ben Stiller, numa ponta como Bernard. Fora que ainda tem a genial sacada de chamar o galã Brad Pitt pra dublar o MetroMan.

Tecnicamente, nada a se declarar de especial. A direção de Tom McGarth é muito boa, seguindo o padrão das animações desde Toy Story, explorando os ângulos grandiosos que são caros demais no live-action. A fotografia do filme é bonita e o 3D não a escureceu como sempre tende a acontecer. Um belo trabalho de Phill McNally. A trilha sonora de Hans Zimmer e Lorne Balfe é muito boa também e ajuda a tirar cada emoção que o filme precisa, encaixando-se perfeitamente na película, ainda que essa trilha não deva ser levada em conta como música propriamente dita. Excelente no filme, nem tanto pra ouvir sozinha.


Mesmo sendo um mix de idéias e mais uma promessa quebrada da Dreamworks, Megamente é um excelente entretenimento passageiro, que não marcará em nada sua vida, mas fará ela feliz por 96 minutos. Para o público médio de cinema, o verdadeiro alvo da empresa, o filme deve ser uma satisfação. Já eu tive que agüentar com pesar o fato de ter esquecido o filme logo que saí da sessão, lembrando mais do filme visto dois dias antes, a genial obra-prima contemporânea A Rede Social (aliás, vale a dica, só assista Megamente se for ver Rede Social antes).

E a Dreamworks continuará a mesma. Espero que continue executando bem essa mesmice, já que algumas empresas simplesmente decidem insistir no erro. Se for assim que eles querem, eu já estou preparado. Que não se leve em conta mais nenhuma revolução que a empresa prometa. Afinal, a revolução de verdade aconteceu em Os Incríveis. E é duro dizer, mas a outra revolução de verdade não pode ser feita agora simplesmente porque a Dreamworks não tem talento pra executá-la. E não terá, pelo fato dela querer fazer um novo Shrek até esgotar a fonte. Pelo menos Dragão sai da desconstrução, dando ainda um pouquinho de esperança.

Andam dizendo por aí que Megamente é uma homenagem ao Superman, como até sugere a referência a Marlon Brando como pai de Titan. Respeitosamente, discordo. Pra mim, Tony Stark foi que ganhou essa homenagem, divertida á beça.





terça-feira, 14 de dezembro de 2010


Your Highness

Duas coisas chamam a atenção de cara nesse trailer. A primeira é - para alegria de todos os homens conscientes da terra - a cena de Natalie Portman com um biquini fio dental sensacional. A segunda é que a mente por trás dessa bobagem divertida é a mesma por trás de Pinneaple Express, uma das comédias mais bobas e engraçadas dos últimos anos. A graça vai além ao misturar o humor maconheiro com a idade média e uma história de fantasia.



domingo, 12 de dezembro de 2010

Um Homem Misterioso
(The American, 2010)
Drama - 105 min.

Direção: Anton Corbjin
Roteiro: Rowan Joffe

Com: George Clooney, Violante Placido, Johan Leysen e Paolo Bonacelli

Esse não é um típico filme de George Clooney, pelo não o que a maioria das pessoas imagina sendo protagonizado pelo ator/galã/produtor/diretor/boa praça. Essencialmente sombrio e europeu até os ossos, com pouquíssimo espaço para Clooney ser galã The American é uma história simples, mas contada com longas pausas e silêncios.

O filme, mal vendido pelo trailer que emulava uma mistura de agente Bourne com Syriana, é uma história sobre a solidão de um homem que descobre que sua vida passou por seus olhos e que nunca pode se conectar a alguém ou a alguma coisa. Exceto é claro, sua profissão.

Jack (Clooney) é um matador. Não só um matador. Mas um matador de alto nível, muito competente e ainda um mestre na arte da mecânica e da construção de apetrechos mortíferos.


Após se ver envolvido numa aparente traição na gelada Suécia, ele parte para a Itália, onde aguarda ajuda de seu "chefe" Pavel (interpretado com solidez por Johan Leysen). A Itália de The American, não é a bela Roma, ou a romântica Veneza dos cartões postais e do carnaval, ou mesmo a culturalmente imponente Florença ou a fashion Milão. A Itália de American é a mesma de Nicolas Roeg em Don't Look Now ou de Winterbottom no fracassado Genova. Sombria, claustrofóbica, cheia de ruas de pedra medievais e alaranjada, o que causa um contraste fotográfico interessante.

The American acompanha a sobriedade e o tédio desse homem - quase como um diário - mostrando seus dias banais enquanto se prepara para sua "última missão". Obviamente ele se envolve com uma "donna". A belíssima e sexy garota de programa Clara (interpretada com fulgor por Violante Placido). Mostrando sem pudores (mais uma característica européia) a relação carnal dos dois personagens que começa como um negócio e termina como uma paixão violenta, tipicamente latina.

Clooney está extremamente confortável num papel "anti-Clooney". Apesar de sua inegável capacidade de crescer na tela, emulando Cary Grant (como o mundo já sabe) a cada piscada, nesse filme em especial, ele apresenta algo de suas interpretações poderosas de Syriana e principalmente de Michael Clayton. Clayton e Jack são homens perdidos sem destino certo e ligados a nada e a ninguém. Ambos vivem tediosamente a procura de algo que não sabem o que é, nem onde podem conseguir. Ambos passam por mudanças violentas em suas vidas e "crescem" aprendendo a valorizar as pequenas sutilezas da vida.


Se em Clayton tínhamos o cavalo negro que simbolizava a paz interior que o personagem buscava, em The American temos a borboleta que como o personagem diz em certo momento do filme "é mortal apesar de bela". Um hobby estranho para um homem que lida com a morte como seu negócio.

O diretor Anton Corbjin (de Control e de vídeos do U2 e Depeche Mode) é muito feliz ao transformar o que em seu início parecia um thriller europeu tradicional em um drama sobre personagens perdidos e sobre um homem que tenta encontrar as peças que formam o quebra cabeça de sua vida. Auxiliam sua intenção a fotografia inteligente de Martin Ruhe, que sabe como mostrar a Itália medieval das pequenas cidades como uma mistura única de luminosidade e sombras poderosas.

O que faz o filme não ser perfeito são os detalhes. O padre coadjuvante (Benedetto vivido por Paolo Bonacelli) poderia ser mais explorado, assim como a relação entre o casal Clooney/Placido, que apesar de projetar paixão na tela, não funciona tão bem no sentido narrativo. Trocando em miúdos, o relacionamento surge tarde na história e apesar do esforço em transformar os dois em um casal apaixonado (incluindo uma cena de sexo extremamente bem realizada) são pouco mais de quarenta minutos para convencer o público que um matador gelado e uma garota de programa se apaixonam perdidamente.


Mesmo assim, os últimos vinte minutos do final são dignos de uma atenção especial. A tensão surge sem artifícios e Corbjin consegue transformar um cafezinho e uma procissão em uma aula de suspense. Nada que já não tenhamos visto antes, é verdade, mas que é cada vez mais raro de ver na era do "piscou-perdeu".

The American foi mal vendido e talvez por isso o público não o comprou com a intensidade que o filme merecia. Um trabalho corajoso de Clooney - que também é um dos produtores do filme - que muito a vontade em sua "casa" (para quem não sabe o ator tem uma casa no país) apresenta uma de suas melhores interpretações.


sábado, 11 de dezembro de 2010


Lanterna Verde


Muita desconfiança estava a cerca desse filme. Porém, quando o uniforme surgiu, a confiança começou a aumentar e, mesmo muito claro, o uniforme inspirava e era fiel. Mas Ryan Reynolds e seu tom engraçadinho continuavam incomodando. E o trailer acaba com essa desconfiança... e cria algumas outras. O início, regado a rock 'n' roll, parece DEMAIS Homem de Ferro. Ryan não está a altura do conciso personagem que é Hal Jordan, mas parece que vai segurar o tranco. PORÉM, OA está perfeita visualmente e o design é fantástico e o tom trash dos personagens alienígenas se reflete pelos ótimos efeitos e a maquiagem vitoriosa, com direito a um hipnótico Sinestro. Visualmente incrível, divertido e fiel, o trailer inspira. Mas talvez a história deveria se levar um pouco mais a sério e ser menos Marvel.

 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

RED - Aposentados e Perigosos
(RED, 2010)
Ação/Comédia - 110 min.

Direção: Robert Schwentke
Roteiro: Jon Hoeber e Eric Hoeber

Com: Bruce Willis, Mary Louise Parker, Helen Mirren, John Malkovich, Morgan Freeman, Karl Urban, Richard Dreyfuss, Brian Cox e Ernest Borgnine

A fórmula é simples. Junte uma pancada de atores talentosos numa situação em que você não imagina vê-los, com um "fiapo" de roteiro e com espaço para que seus astros distribuam frases de efeitos, uma dose cavalar de humor non-sense e aquela sensação de "estamos nos divertindo e queremos que você também entre na festa". O resultado dessa salada é RED.

RED (a sigla para Retired Extremaly Dangerous, ou Aposentados Extremamente Perigosos) é uma comédia de ação que não ofende (muito) a inteligência de seu espectador, mas que também não oferece nada além do óbvio. Tudo o que você viu em Máquina Mortífera, Hora do Rush e até mesmo em Bad Boys está aqui. Personagens caricaturais, estrutura dramática praticamente inexistente e seqüências de ação razoáveis.

O que faz RED - talvez - mais divertido é que em vez de apostar em uma dupla de policiais - geralmente jovens ou acostumados a papéis físicos - o filme apela para astros consagrados sem grande conhecimento do cinema de ação. São os casos de Helen Mirren e John Malkovich, por exemplo. Que divertem exatamente pelo fato de nunca - até então - imaginarmos atores "densos" em uma produção totalmente descartável (no melhor dos sentidos).

Por outro lado, o filme de Robert Schwentke (do cult Te Amarei para Sempre e Plano de Voo) não esquece de apresentar ao público um herói de ação que seja familiar aos nossos olhos. Esse é o papel de Bruce Willis, calejado de dezenas de filmes de ação, quase sempre iguais. Morgan Freeman é a outra ponta do iceberg, acostumado a transitar por produções hollywoodianas e filmes menores e mais engajados. Juntando a eles está a nossa ligação com aquele mundo explosivo e cheio de adrenalina: Mary Louise Parker. Além da beleza inacreditável, a atriz leva para RED seus trejeitos da série que a consagrou (Weeds) e funciona como alívio cômico, apesar de ter o ingrato papel de dar alguma coerência a história. É por ela que o espectador vai sendo apresentado a cada uma das figuras, além de servir como "motif" para as explicações da história. Porém, e isso é o mais interessante em sua interpretação, ela não esquece do humor ferino e da quase onipresente feição de deboche que mostra aos seus parceiros de cena, relacionando-se diretamente a sua interpretação consagrada na televisão.

Além desse elenco estrelado, o filme ainda conta com um Brian Cox muito a vontade, Richard Dreyfuss (especializando-se em micos cinematográficos), Karl Urban (talvez o único que levou realmente a sério o filme) e Ernest Borgnine (uma verdadeira lenda do cinema americano que trás muita gana a sua ponta de luxo).

E a história? O leitor assustado com quase trinta linhas de elucubrações sobre atores pergunta.

Pois é. Não era de se esperar algo muito melhor do que o filme apresenta. São muitos personagens, todos querendo dizer alguma coisa, ou deixar sua "marca". É um filme que vive de pequenas cenas engraçadas individuais, mas que não se sustentam como narrativa. Narrativa essa, que é confusa e cheia de idas e voltas, desnecessárias e que fazem a diversão (que é a única função de RED) não ser a ideal.

Ela começa falando sobre um homem envelhecido e com medo de seguir adiante (o personagem de Willis, Frank Moses), que tem como única distração as ligações para o serviço de aposentadoria. Lá, ele costuma mentir dizendo que seu pagamento nunca encontra seu destino, como subterfúgio para conversar com a atrapalhada e sonhadora Sarah Ross (Mary Louise Parker). Tudo muda quando alguém tenta matá-lo e ele se junta a atendente (que mora em outra cidade, e que sem o menor sentido é a "única salvação" de Frank) para investigar os motivos do atentado. Em fuga pelo país a dupla se junta a outros aposentados envolvidos em segredos do alto escalão.

Confuso não?

Nem tecnicamente o filme consegue atingir grande coisa. Fora a diversão de ver Helen Mirren (como o trailer adianta) metralhando sem dó os inimigos e Malkovich vencendo uma bazuca com uma bala (sim, isso acontece mesmo), o filme é cheio de seqüências de ação genéricas e tem um final anticlimático.

Nem mesmo a ação elaborada dos aposentados na "batalha final" convence. É muito explosão é pouca percepção de Schwentke para o elenco que ele conseguiu reunir. Fora o fato de ser muito improvável que o diretor volte a ter em mãos tanta gente talentosa, ele erra totalmente ao não explorar aquelas pessoas, o que poderia render momentos de diversão sensacionais. Clint Eastwood em Cowboys do Espaço tentou ir por esse caminho quando reuniu uma legião de talentos em prol da história dos velhos astronautas. O erro de Clint foi não ter percebido que sua história deveria seguir, e que ao optar pelo caminho escolhido entregou um filme maçante, que tem uma primeira parte divertida e um clímax óbvio e fraco. RED erra ao subestimar o carisma de seus atores, o bom humor que essa gente poderia trazer a tela e apostar em tiros, explosões e afins, que o público cansou de ver em filmes com gente muito menos talentosa.

RED não é um desastre, mas é esquecível. Se fosse mais Trovão Tropical e menos Os Perdedores seria um dos filmes mais divertidos do ano.

Obs: o pôster que ilustra essa crítica é de Mary Louise Parker, simplesmente porque o editor desse blog é apaixonado por ela.




segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


Source Code



Duncan Jones, o mesmo diretor do fabuloso Moon/Lunar, volta ao sci-fi com mais uma história aparentemente complexa com astros ascendentes. Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga e Michelle Monaghan. Dando o devido crédito pela estréia, o diretor - e filho do genial David Bowie - Source Code pode fugir do que seu trailer (meio óbvio) indica. Esperemos.


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Rede Social
(The Social Network, 2010)
Drama - 121 min.

Direção: David Fincher
Roteiro: Aaron Sorkn

Com: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Armie Hammer e Rooney Mara

Quando esse texto estiver no ar, um outro falando sobre Scott Pilgrim já terá visto a luz do dia. Por umas dessas conjunções astrais quase divinas assisti Rede Social na seqüência do filme de Edgar Wright. Ao final do filme de Fincher - Rede Social - cheguei à conclusão de que o "filme do facebook" mostra - obviamente de maneira mais séria - a mesma geração que a comédia romântica do diretor inglês apresenta.

Rede e Scott falam sobre os jovens que dominam o mundo. São os criadores de tecnologia, plataformas, conteúdo e o público desses mesmos apetrechos.

Por isso Rede Social é um filme tão importante nesse momento. Ele conta a história de uma revolução, comandada por um rapaz amargurado, egocêntrico, problemático e irascível. E mesmo assim, conseguimos ver humanidade e qualidade mesmo no meio de tanta bagunça emocional. Mark Zuckerberg - no filme pelo menos - é um protagonista odioso e apaixonante. David Fincher não fez nenhuma questão de esconder que seu personagem e os métodos para obter sucesso do mesmo eram no mínimo questionáveis. E por dar esse verniz humano - sem julgar como certo ou errado suas atitudes - é que Rede Social é um dos filmes mais importantes da década.


Retrata com virulência um jovem - quase adulto - que usando de sua inteligência acima da média transformou-se de um paria social, que planava sem rumo pelos grupos sociais abastados sem conseguir penetrar nos corredores da "nobreza", em um magnata da nova ordem mundial.

A era das conexões, onde tudo é fácil e próximo com um clique, e onde podemos falar com qualquer um em todo o canto do planeta, deve muito a "invenção" de Zuckerberg. A chamada web 2.0 tem como um de seus marcos a inauguração do facebook, que em pouco mais de quatro anos tem mais de 500 milhões de usuários conectados, criando um clubinho - cada vez maior - que compartilha conteúdo, idéias, opiniões, paixões e ódio com a mesma intensidade.

O filme de Fincher permeia essa construção - desde suas origens no "roubo" da idéia dos gêmeos Winklevoss - que mostra como uma idéia simples, fruto de amargura pode gerar tanto dinheiro.


Tudo isso regado a diálogos ácidos e rápidos, com Jesse Eisenberg parecendo uma metralhadora - de fazer inveja a Scorsese - disparando códigos, frases de efeito e lições sobre a vida moderna sobre os espectadores. Eisenberg constrói seu personagem cheio de sombras, nunca apresentando ter certeza sobre para onde seguir e nem quais calos aceitaria pisar. Melancólico encurvado, como um corcunda gótico numa catedral, apenas vociferando suas amargas respostas. Um trabalho bastante interessante, mas que não funcionaria sem o excelente roteiro de Aaron Sorkin, um dos grandes trabalhos do ano, apesar de aparentemente não se importar em aproximar aqueles personagens do espectador.

Sim, os personagens. Pois não é apenas Zuckerberg que é apresentado com inúmeras falhas. Eduardo Saverin (interpretado pelo novo Homem Aranha, Andrew Garfield) também é falível. Se não tanto do ponto de vista moral, do ponto de vista empresarial é um desastre. Mostrado como um proto executivo medroso e que não consegue vender a idéia do facebook. O trabalho de Garfield é interessante, mas não passa do básico. Falta alguma coisa a mais ao ator, que passa muito tempo tentando convencer ao espectador - e a si mesmo - de que não é tão ruim como Zuckerberg. Complexo de cachorro abandonado é o nome mais comum a essa síndrome.


Os coadjuvantes mais importantes ajudam o filme a ressaltar essa condição. Armie Hammer tem um trabalho complexo ao dar vida aos irmãos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss e consegue apresentar dois personagens diferentes, com linguagem corporal e tons de voz diferentes. Um trabalho difícil e muito bem realizado. Justin Tinberlake dá mais uma mostra que realmente tem talento dramático, fazendo de Sean Parker um bom vivant bastardo com cara de bom moço.

E Mr. David Fincher, o senhor responsável por Clube da Luta e Seven (só dois dos mais importantes filmes americanos da última década)? Um banho. Um show. Um espetáculo. Só a mirabolante seqüência da regata já vale a indicação aos prêmios de direção no ano que vem. Fora isso, sua construção em "cascata" emula - pelo menos foi minha impressão - o funcionamento do facebook. Como assim, o leitor pergunta? O diretor usa as duas acareações que Zuckerberg teve que enfrentar como ponto de partida e insere os flashbacks que ilustram as passagens e explora cada segmento até o fim do mesmo, voltando depois a "programação normal", ou seja, as audiências. Da mesma forma funciona o facebook. Você publica em seu perfil e seus amigos comentam até exaurir a última gota daquele assunto, formando uma "cascata" de informações.


O trabalho de edição - que deve ganhar prêmios - é de Kirk Baxter e Angus Wall e é soberbo. Tirando dessa montanha de informações um longa coeso e bem centrado no que precisa. Outro que merece prêmio é Trent Raznor e Atticus Ross pela beleza de trilha sonora, moderna e clássica acertando em cheio o que o filme exige.
Rede Social - e me atrevo a comparar - está para a geração atual o que Clube da Luta está para a geração anterior. Acerta - por meio de uma biografia é verdade - no âmago das frustrações de uma geração apreensiva com o futuro, com vontade de criar e de mudar a cor do céu, mas retraída, ansiosa e dependente da aceitação do outro. Cruel, frio e sem abrandar os respingos. Rede Social é um soco na cara.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010


Battle: Los Angeles



O filme do diretor Jonathan Liebesmann agradou a todos no painel da Comic-Con e sua narrativa parecida com jogo parecia perfeita. A trama assumidamente rasa também casa bem com o ar de batalha sem limites. Porém, o trailer apresentou um tom mais sério que o normal e isso pode preocupar, apesar de se constatar que, mesmo sendo pouco inovador, o trailer funciona e dar o ar de ansiedade que o filme precisa. Agora, é esperar a pancadaria começar e torcer pra ela não se levar á sério.