terça-feira, 22 de setembro de 2009
150 min. - Ação
Diretor: Michael Bay
Roteiro: Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman
Com: Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel, Tyrese Gibson, John Turturro e Ramon Rodriguez
Em 2007, um verdadeiro fenômeno estreou nos cinemas. Transformers, filme baseado na famosa linha de bonecos da Hasbro e no desenho oitentista, surpreendeu a todos. Divertido, cheio de ação, engraçado e por vezes inteligente, o filme arrancou elogios das críticas e do público, que ficou extasiado pela ação frenética.
Depois da ótima resposta e dos 709 milhões de dólares ganhos em bilheteria mundial, uma nova franquia começava. O poderoso Steven Spielberg, agindo aqui como produtor-executivo (mesma função que exerceu no primeiro), aumentou o orçamento para 200 Milhões. Isso possibilitou que os efeitos especiais, espetaculares no primeiro, fossem melhorados no segundo. Com a competência do elenco (principalmente de Shia LeBeouf) e o retorno de toda a equipe do primeiro, Transformers 2 parecia ir para o mesmo caminho de blockbuster inteligente.
Nessa nova trama, Sam (LeBeouf) vai para a faculdade e leva Bumblebee junto. Mikaela (Megan Fox, estonteante) fica em sua oficina trabalhando, mas poderá conversar com Sam pela internet. Os militares, agora numa “força-tarefa-anti-Decepticon”, conta com a ajuda de Optimus Prime e sua trupe alienígena. Voltando a faculdade, Sam acha um pedaço perdido do Allspark, caído no seu casaco. Quando o pega, ele surta e ficar super-inteligente e começa a desenhar aqueles símbolos estranhos que seu tataravô desenhava no primeiro filme.
Para piorar de vez a situação, Fallen, um antigo robô renegado que agora é chefe dos Decepticons, vem para a Terra para sua vingança.
Mas a decepção apareceu e pude ver o quão desastroso é Transformers 2. O roteiro de Alex Kurtzman, Roberto Orci (roteiristas do primeiro) e Ehren Kruger desmente o que houve posteriormente, criando de forma apressado e sem talento um capítulo que pode ser acompanhado sem ter visto o primeiro. Anteriormente, os Autobots chegaram a Terra pela primeira vez para pegar o Allspark. Mas na primeira cena de Transformers 2, há vários robôs Decepticons trabalhando num deserto, dezenas de milhares de anos antes de Cristo! Outra contradição evidente: Sam tinha sido procurado no primeiro por ser o dono dos óculos. Pelos óculos ele se meteu nessa guerra. Já no segundo filme, há uma tosca Adaga do Destino da qual Sam tem que pegar. E tudo isso com uma narração que diz que ele só está ali porque é o Escolhido. Mas não tinha sido por sorte(ou azar) que ele tinha se metido naquilo tudo?!
E o mais ridículo de tudo: Agora existem Decepticons transmorfos.
Pífio, o roteiro é um dos piores já feitos na história e um evidente trabalho feito ás pressas, sem a mínima preocupação de ser algo competente.
A trilha sonora de Steve Jablonsky é normal. A mesma coisa do primeiro, algo que empolga e nada mais. A fotografia passa despercebida, a edição é ágil e mantém o clima de ação, uma constante nesse filme. Já os efeitos especiais estão até inferiores aos do primeiro, mas continuam algo de primeira linha, com a marca de qualidade da Industrial Light and Magic.
O elenco, algo de muita qualidade no primeiro filme, continua muito bom. Mas os poucos atores que entraram pra contar a história não ajudam. Um grande exemplo disso é o personagem Leo Spitz, do limitado ator Ramón Rodríguez. Ele está ali para ser o alívio cômico e nada mais. E nem pra isso serve, já que o roteiro e seus possíveis improvisos o fazem ser sem graça.
Mas o pior de tudo é, sem dúvida, a falta de competência de Michael Bay. No primeiro filme, ele estava contido, sem aquelas suas manias ridículas como o mocinho acenando pro jato militar e a câmera não parar de jeito nenhum. Nem diálogo estático ele sabe filmar. É Michael Bay implodindo um filme por sua falta de talento.
Apesar de todos esses erros grotescos que fazem desse filme algo insosso e frouxo, o público normal de cinema não tem o que reclamar. São 147 minutos de pura pancadaria, robôs mortos e ressuscitados, alívios cômicos que só fazem adolescentes rirem e um clímax de cerca de 40 minutos no final. Algo totalmente exagerado, só pra ter ação descerebrada, que incluem até os pais de Sam na guerra. Algo sem talento, mas que passará despercebido pelo público.
Um filme divertido mas extremamente estressante para um cinéfilo. O recomendo como o Sexta-Feira 13, apenas pra ver com amigos. Mas acredito que esse seja um produto inferior até mesmo ao filme de Jason.
Que Michael Bay deixe Alex Kurtzman e Roberto Orci trabalharem em Transformers 3. Eles são profissionais que não são limitados, e que sabem escrever muito bem e não são incapacitados como ele.
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Nosso segundo selo
Dessa vez que nos indicou foi o pessoal do blog Literatura e Cinema , um blog bastante interessante com excelentes idéias e textos muito bem escritos.
Seguindo a tradição , indico meus blogs:
- Tomada 7
São blogs que conheci a pouco tempo e que devem ser lidos pelo pessoal que nos acompanha por aqui.
Abraços.
Editor Chefe, Radialista, Escritor
Também em: http://toxicaspalavras.blogspot.com
Também em: www.menusp.com.br/blog
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Perfil Sylvester Stallone - Anos 90 (A década perdida)
Após os sucessivos fiascos do fim da década Sly entra na nova década com algum sério problema de amnésia. Ele volta a achar que pode ser engraçado e entrega o MEDONHO Oscar, Minha Filha Quer Casar !. O que é isso ? Que coisa mais tosca. Sly é Angelo "Snaps" Provolone (sim, o cara tem nome de queijo), e é um mafioso que tem sua vida chacoalhada quando sua filha Lisa Provolone (Marisa Tomei, na pior atuação de sua vida), aparece grávida, ao mesmo tempo em que ele está tentando sair da vida da máfia e passar a operar na legalidade. Essa porcaria ainda conta com o Tim Curry e a lindíssima Ornella Mutti. Por que John Landis fez isso ? Por que ? A história é fraquinha , ou melhor, é muito fraquinha. No meio dele você não faz mais a menor idéia do que está vendo. Não é por acaso que foi indicado a três Framboesas de Ouro.
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Poderia Sly chegar mais fundo do que com Oscar ? Sim... poderia. Pare, Senão Mamãe Atira.
Pare Sly... Pare... Não faça mais isso. O próprio Stallone admitiu que esse é a maior bobagem que ele já fez na vida. E com toda razão. A história (sim, existe uma coisa que pode se dizer que é uma história) é sobre o Sargento Joe Bomowski (Stallone em atuação medonha) e sua relação com sua idosa mamãe (vivida por Estelle Getty, totalmente esquizofrênica) que vem morar com o nosso herói. Ela, obviamente, interfere na vida do cara e em sua relação com seu affair, a tenente Gwen Harper (JoBeth Williams, que esqueceu tudo o que sabia fazendo Polterigeist).
Roger Spottiswoode que vinha do sucesso de Air America, teve a coragem de assinar o filme.
Um filme tão fantástico teria de ter sido premiado, e foi , 3 framboesas: Ator (Sly), Atriz Coadjuvante (Estelle Gerry) e Roteiro (MARQUEM ESSES NOMES: Blake Snyder que fez depois o execrável Cheque em Branco, William Osborne e William Davies que fez o péssimo Johnny English e a animação boba Por água Abaixo)
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1993, e Sly chega com Risco Total. Sua volta ao cenário que mais conhece, o cinema de ação puro e simples. Nesse filme Stallone é Gabe Walker um escalador que um ano após se envolver em um acidente fatal volta a mesma montanha que o traumatizou contratado para resgatar cinco alpinistas perdidos nas montanhas. Porém no meio da busca, sua namorada e seu melhor amigo são sequestrados por um terrorista (John Lithgow que realmente convence como terrorista bad ass), que por sua vez está interessado em Gabe para liderar sua gangue atrás de uma "bolada" de 100 milhões de dólares que está atrás das montanhas. Depois da era Rocky/Rambo/Cobra, Risco Total é o melhor filme de Sly. Renny Harlin faz desse filme uma injeção de adrenalina na veia. As tomadas na montanha são excelentes, e prova-se mais uma vez que Stallone em seu habitat natural sempre desempenha um bom papel. Filmaço !
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Ainda em 93, Sly apresenta o bem humorado, mais fraquinho O Demolidor. Além de Stallone, Wesley Snipes estrela nessa produção dirigida pelo famigerado Marco Brambilla, que só fez esse filme e aquele Excesso de Bagagem com Alicia Silverstone.
Nessa película, Stallone é John Spartan um policial motherfucker de Los Angeles no final do século vinte que ao perseguir seu nemesis, o psicopata retardado Simon Phoenix acaba acidentalmente (!?) matando 30 pessoas que eram mantidas reféns por Phoenix. Como pena, Spartan é criogenicamente preso por 70 anos, juntamente a Phoenix que fora capturado por Spartan. Trinta e seis anos depois Phoenix é solto e somente o troglodita Spartan pode combatê-lo.
A graça do filme é que ao contrário de dezenas de filmes que versam com as mesmas palavras, O Demolidor apresenta uma visão de futuro utópica e digamos, bestinha. Nessa chamada sociedade perfeita, o crime foi extinto e todos os padrões sociais diferentes foram banidos, ou seja, desde música até comida, tudo passa por um rigoroso código de conduta moral. O filme apesar de bobinho tem boa ação, e cenas impagáveis, como o uso das três conchas, Sly xingando para receber multas e por sua vez limpar sua bunda (bizarrrrroooo), e a rádio que só toca jingles.
Mais a melhor cena, é sem dúvida a mais bizarra e tosca cena de sexo da história do cinema. Não só pela questão do sexo ser mental e não fisico, mas pela interpretação medíocre de Sly.
Apesar da história batida, talvez seja a melhor comédia do Stallone. É uma sessão da tarde engraçadinha.
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Em 94, Sly estrela em O Especialista junto a Sharon Stone ( a deusa da década ). Esse filme tinha um tremendo potencial para ser um filmaço ! Mais naufragou totalmente.
No filme Stallone vive Ray Quick, um especialista ex-CIA (daí o nome hã hã) em explosivos que é tirado da aposentadoria pela deliciosa Sharon Stone (péssima como May Munro) em sua vingança contra uma família mafiosa que matara seu marido anos atrás. Ao mesmo tempo em que seu ex-parceiro (James Woods pagando as contas) busca vingança contra Quick.
Como disse, um potencial enorme arruinado. Tenho alguns motivos para esse fracasso: Rod Steiger que vive o vilão do filme está horrível. Talvez a pior atuação do veterano ator com atuações memoráveis em: Leão do Deserto, Jesus de Nazaré, Waterloo, No Calor da Noite entre muitos outros. Outro motivo: o combo Sly/Stone não funcionou. Não existia química e como sempre, Sly não sabe atuar como o garanhão comedor da mulherada. Ele simplesmente não convence. Terceiro motivo: Luis Llosa , o diretor. Um cara que tinha no currículo: Hour of the Assassin estrelado pelo Erik Estrada (o Poncherello dos Chips), Crime Zone (um pastiche de filme sci-fi estrelado por David Carradine), Sniper (reprisado a exaustão na Globo/SBT com Tom Berenguer, e que teve umas trezentas sequencias), Eight Hundred Leagues down the Amazon (com uns dos Baldwin brothers no elenco) e Fire on the Amazon (aquele filme com a Sandra Bullock na Amazonia onde ela aparece pelada). Depois Llosa faria o clássico trash Anaconda. Ou seja, o cara é uma porcaria. Todos esses "probleminhas" resultaram em: dois premios Framboesa de Ouro (Sharon como pior atriz e Sly e Stone como pior casal), e ainda mais três indicações (pior filme, ator para Sly e ator coadjuvante para Rod Steiger). Enfim, um sucesso !
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Antes do boom das adaptações de quadrinhos, Sly estrelou sua própria tentativa de franquia. O Juiz, adaptação dos quadrinhos Judge Dredd. Honestamente, não conheço a fundo os quadrinhos originais mas do pouco que sei, Sly e produção fizeram algumas mudanças no cerne do personagem. Por exemplo: O Juiz Dredd nunca teve uma origem, e no filme conta-se essa origem. Juiz Dredd nunca tirou seu capacete em nenhuma edição dos quadrinhos e no filme temos mais de 2/3 do filme com Sly sem capacete. Ou seja, não foi um filme do Juiz Dredd e sim mais um filme de ação de Sly. E um filme fraco. A ação é repetitiva, Ashley Judd (fazendo o papel de par romântico) não convence, Max Von Sidow tem talvez seu pior papel e Armand Assante parece estar atuando sob efeito de alguma droga, tal é sua fúria sem sentido. Em toda cena em que Assante está presente você sempre vê seus olhos injetados, sua boca travada e sua voz de caveira que acabou de sair da cova. Desnecessário.
Sobre a história: é fraca. O roteiro exige que desliguemos a chave geral de nossos cérebros, e pra mim, isso não funciona.
Curiosidades: Sly foi indicado (novamente) como pior ator ao Framboesa, Gianni Versace (ele mesmo) foi um dos responsáveis pelos figurinos (muito bons mesmo) do filme. E tem Rob Schneider, ou seja , atestado de porcaria.
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No mesmo ano, mais uma boa idéia jogada pela janela, graças a incompetência dos envolvidos. Sly + Banderas = lixo ! Assassinos, um dos maiores equivocos da década de noventa. Julianne Moore quase acaba com sua reputação com esse filmeco classe b. Nessa bomba Sly é Robert Rath, um assassino profissional que está querendo se aposentar e enfrenta um novato (Banderas péssimo) que pretende matá-lo.
Sly novamente indicado (no mesmo ano duas vezes) a pior ator, Banderas esquecendo tudo o que aprendeu atuando com Almodovár e Julianne Moore atuando no automático, esperando receber seu cheque e ir pra casa. Pastiche de filme.
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Em 1996, Sly volta as telas como Kit Latura no bom filme de ação Daylight. No filme após o desabamento de um túnel , Stallone é o encarregado do salvamento das pessoas que se encontram presas. Sly, mesmo atuando no automático, entrega um personagem humano e interessante. O filme apesar de não ser nenhuma maravilha o filme convence em muitos momentos, em especial quando abusa da ação. Viggo "Aragorn" Mortensen faz uma ponta.
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No ano seguinte, Sly estrela o que muitos consideram seu melhor filme. CopLand. A história se passa em um cidade-dormitório para policias de Nova Iorque e Nova Jérsei. A força policial nessa cidade é o xerife Freddy Heflin, um sujeito que sempre quis ser policial mais nunca conseguiu. Freedy é surdo de um ouvido, obeso e parece ter algum tipo de retardamento mental. Sly toma o personagem com força e nos entrega talvez sua melhor atuação. Seguro, honesto, verdadeiro, real e humano. Um brilhante trabalho de composição de personagem e de interpretação de Stallone, que foi brilhante mente dirigido por James Mangold (também roteirista) e teve a boa companhia de Ray Lliota, Robert DeNiro e Harvey Keitel como coadjuvantes. CopLand prova que quando Sly é bem dirigido e tem vontade sempre entrega uma excelente interpretação. TRAILER:
Já tendo se aveturado pelas adaptações de quadrinhos, Sly parte para a nova "moda" americana. As animações computadorizadas. Em 1998, ao lado de Woody Allen, Gene Hackman, Danny Glover, Anne Bancroft, Sharon Stone e muitos outros estrela Formiguinhaz. Nessa animação da Dreamworks Sly vive Weaver uma formiga guerreira que troca de lugar com Z (o personagem principal com voz de Woody Allen), que envolve-se em uma batalha pela sobrevivencia da colônia. Apesar de apresentar um tom ligeiramente adulto, contar com a voz do recluso Woody Allen e de um elenco coadjuvanete espetacular , Formiguinhaz é apenas divertido. Diferente da excelencia das animações Pixar, Formiguinhaz carece da magia que a "turma" de John Lasseter imprime em cada fotograma.
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Stallone encerra a década e milênio estrelando o remake do clássico filme inglês da década de setenta Get Carter, aqui chamado de O Implacável. Nessa produção B (diferente do cult original) Sly é Jack Carter um "trabalhador" da máfia de Las Vegas que investiga o suposto assassinato de seu irmão em Seattle. Apesar dos ecos de Cobra, O Implacável é um filme fraco. Tanto em suas atuações (Sly muito mal, Michael Caine querendo "queimar" o filme) quanto na medíocre direção de Stephen T.Kay . Aproveita-se apenas das bem exceutadas cenas de ação.
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Na próxima parte, o renascimento de Stallone com Rocky, a sanquinolência de Rambo, as bobagens com Rodriguez e os novos projetos de Sly.
Abraços !
Links para os posts anteriores:
Parte 1
Parte 2
Viagem a Darjeeling (The Darjeeling Limited, 2007)
91 min. - Drama/Comédia
Direção: Wes Anderson
Roteiro: Wes Anderson, Roman Coppola e Jason Schwatzman
Com: Owen Wilson, Adrien Brody e Jason Schwartzman
Francis (Owen Wilson), Peter (Adrien Brody) e Jack (Jason Schwartzman) são irmãos, mas não se falam há um ano. Eles, decidem realizar uma viagem de trem pela Índia, na intenção de acabar com a barreira existente entre eles e também para auto-conhecimento. Entretanto, devido a incidentes envolvendo a compra de analgésicos sem prescrição médica, o uso de xarope para tosse indiano e um spray de pimenta, a viagem logo muda de rumo e faz com que o trio fique perdido no meio do deserto, tendo apenas 11 malas, uma impressora e uma máquina plastificadora.
A novela dos indinhos acabou e nada melhor do que um filme que retrata a índia no seu lado pobre e nada novelística.
Confesso que ao ver esse filme me senti enganado e surpreso. Em qualquer review ele consta como comédia. Comédia + Owen Wilson = 50% de chance de dar boas risadas.
Acontece que o filme não é bem assim uma comédia, a não ser que você goste de rir da desgraça alheia. O estilo de filmagem parece de documentário brasileiro dos anos 80. Imagens quase opacas e sem cor. Acho que isso não é característica de comédia e sim drama. Pois o que mais importa no filme são os diálogos, logo, a falta imensa da trilha sonora, bem como o som ambiente muito alto.
Acredito que um bom ator consegue se destacar na atuação quando nós, que vemos os filmes/séries sentimos algum tipo de sentimento por ele, seja raiva, amor, compaixão, empatia, etc. Por isso foi surpreendente. O ódio que fiquei de Francis (Owen Wilson) é muito forte. Confesso que só tinha me sentido assim apenas 2 vezes. (Com Harold Perrineu na 2ª temporada de Lost e Dakota Fanning em Guerra dos Mundos).
Owen Wilson surpreende e muito. Não tem nada de caras e bocas habituais e piadas sem graça que ele costuma fazer. Aqui ele se mostra um ator de verdade.
Quanto ao Adrien Brody, bem é o Adrien Brody de sempre. Totalmente sem sal.
O filme também tem 2 pontas, uma com Bill Murray e outra com Anjélica Huston, mas nada que valha a pena se destacar.
Mesmo sendo um drama, para mim, parado e arrastado é um filme que vale a pena conferir pelos diálogos e atuações.
Único ponto negativo: Filme ótimo para que sofre de insônia.
TRAILER:
85 min. - Terror
Diretor: Jaume Balagueró e Paco Plaza
Roteiro: Jaume Balagueró, Luis Berdejo e Paco Plaza
Com: Manuela Velasco, Ferrand Terraza, Jorge Serrano, Pablo Rosso, David Vért, Martha Carbonell, Carlos Vicente
Quando eu tomo conhecimento de algum remake sendo produzido por Hollywood de algum filme não americano, sempre quando possível, procuro assistir ao original antes do remake.
Foi assim com o Chamado, O Grito, Vanilla Sky e mais recentemente com REC , ou Quarentena na versão estadunidense.
A história é extremamente simples, praticamente um fiapo de narrativa, mas conduzida de uma maneira magnífica.
Manuela Velasco é Angela Vidal reporter de um canal de TV na Espanha que apresenta um programa chamado "Enquanto Você Dorme" que apresenta, pelo menos me pareceu vendo o filme, a realidade da cidade, que não é identificada, enquanto todo mundo ahnn... dorme .
O filme começa com a graciosa Angela Vidal e seu cinegrafista (odeio a expressão tucanada repórter cinematográfico)Pablo, cobrindo um dia normal em um quartel do corpo de bombeiros. Entre jantares e gracinhas para as cameras , o alarme toca e os bombeiros Manu e Alex vão junto a Angela e Pablo até o local do chamado.
Trata-se de um daqueles prédios antigos, que agente encontra em São Paulo no centro velho. Lá dentro os moradores (todos muito realistas, muito bem interpretados) informam que uma senhora estava gritando desesperada e precisava de ajuda.
É ai que a brincadeira começa. Em um filme enxuto os diretores Jaume Balagueró e Paco Plaza criam um clima de tensão profunda, sustos ocasionais e a eterna sensação de que tudo vai acabar dando errado.
Quem viu Cloverfield, outro filme muito interessante, vai reconhecer de imediato a opção estética pelo "falso documentário" com a simulação da realidade sendo empregada pelos diretores, que na minha opinião, funcionou muito melhor nesse exemplar do que no filme estadunidense.
Tenso, clasutrofóbico, violento e perturbador, REC é a mistura fina entre o gore e o terror psicológico, com roupagem de especial de tv.
Recomendado.
TRAILER:
TRAILER MOSTRANDO APENAS AS REAÇÕES DO PÚBLICO AO VER O FILME (Que idéia brilhante !):
O Primeiro Selo

quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Patrick Swayze: Melhores Momentos
Depois de uma carreira invejável e de muito destaque, Patrick Swayze nos deixa muito cedo, com apenas 57 anos, com muito ainda para fazer e ver, sem sombra de dúvidas.Swayze marcou a década de 80 e 90. sendo chamado por muitos como o homem mais sexy dos anos dessa época. Pois é, ídolos que ficavam nas frentes e atrás das câmeras estão nos deixando,e desde já fazem muita falta.
5° Para Wong Foo, Obrigado por tudo, Julie Newmar(1995)
Trabalho que obteve grande destaque , principalmente por falar sobre travestis. Três drag queens uma delas Vida(Patrick Swayze) embarcam numa viagem até hollywood, para um evento sobre drag queens, e no meio da viagem arrumam confusão com homofóbicos ,racistas, etc.4° Donnie Darko(2003)
Grande filme de ficção científica, é um cult, de um diretor até então estreante, Richard Kelly. Nele ,um garoto esquizofrênico( Jake Gyllenhaal ) tem visões com um amigo imaginário que é um coelho gigante de 1,80 m. Swayze faz um coadjuvante, porém com muita importancia na história, sendo na trama um líder de um grupo de auto-ajuda que tenta auxiliar o protagonista.
Um clássico da Sessão da Tarde. Porém também um clássico dos filmes de ação sem compromisso. Nele, Bodhi ( Patrick Swayze) é um bandido que rouba junto com sua gangue com máscaras de ex- presidentes do USA, além de curtir adrenalina aos montes com seus esportes radicais, na maioria das vezes o surf. Keanu Reeves faz Johnny Utah, um agente do FBI que se infiltra nessa gangue de aventureiros de Bodhi e tenta descobrir a verdade ao longo do tempo.
O filme que alçou Swayze ao estrelato. Nele, ele interpreta o instrutor de dança Jonny Castle, por quem Baby (Jennifer Grey) uma hóspede no resort onde a história ocorre,tem uma queda . Depois da namorada de Jonny ficar grávida, ele chama Baby para substituí-la como parceira de dança. E o romance assim se desenrola, com boas danças, ótima trilha sonora, nesse filme que foi um marco na década de 80.
Talvez um dos maiores romances no cinema, Ghost foi um marco inovador, por contar uma história de espiritismo( claro que nada aprofundado nem documental), quando um homem( Patrick Swayze) é morto, mas sua alma fica vagando, querendo agora defender sua namorada (Demi Moore). O filme tem um timing de romance , drama, suspense e até comédia muito bom, nada forçado, e com o estilo ainda oitentista no iníciozinho da década de 90.Talvez por esse filme, Dirt Dancing e Caçadores de emoção, chamaria Swayze de um dos reis da Sessão da Tarde, mas também um rei da época de ouro de 80 e 90.segunda-feira, 14 de setembro de 2009
122 min. - Drama
Direção: Ron Howard
Roteiro: Peter Morgan
Com: Frank Langella, Michael Sheen, Sam Rockwell, Kevin Bacon, Matthew Macfadyan, Oliver Platt e Rebecca Hall
Frank Langella e Michael Sheen em surpreendente duelo político.
Ron Howard sempre foi um diretor requisitado e, por vezes, versátil. Mas também sempre trabalhou com extremos, com sua versatilidade ser sinônimo de dúvida.
Explico. Quando se limita as fórmulas de Oscar, Howard não faz feio. Com Apollo 13, Cinderella Man e A Beautiful Mind, ele acumulou carecas dourados. Mas quando decide dirigir algo diferente, como ação, saem películas fracas com O Código da Vinci e Anjos e Demônios.
Pra um diretor que só é competente quando segue a fórmula, Frost/Nixon veio como uma prova de fogo.
Na trama costurada com esmero pelo dramaturgo Peter Morgan(A Rainha, O Último Rei da Escócia), são narrados os preparativos e fatos principais da famosa e requisitada entrevista do apresentador David Frost e o ex-presidente americando Richard Nixon. Durante toda a entrevista, um verdadeiro duelo de personalidades é travado. O conservador Nixon é o total oposto do liberal e astuto Frost.
Para esse teste, principalmente sobre sua competência, Howard contou com uma talentosa equipe. A trilha sonora de Hans Zimmer é soberba como sempre, provando que ele é um dos compositores mais talentosos da história. A fotografia de Sal Totino é bem curiosa: ela representa o subúrbio americano, local da entrevista, como ele mesmo, sem maquiagens. A edição de Mike Hill é precisa e consegue impor um grande ritmo á trama.
Quanto aos atores, Howard também escolheu um casting matador. Nos coadjuvantes, ele conta com brilhantes atores como o contido Kevin Bacon, o estranho e maravilhoso Toby Jones e o versátil e sínico Sam Rockwell. Sem falar em Oliver Platt, que faz uma boa participação. Mas, num filme como esse, tudo é levado pelos protagonistas. E é aí que Frost/Nixon cresce mais ainda. Michael Sheen é talentoso e está em sua melhor forma aqui. Seu Frost é inseguro, inocente e, por vezes, confuso. Ele transmite muito bem qual é a parte dele na entrevista. Já Frank Langella está impecável. Um Nixon perfeito, com os trejeitos do verdadeiro ex-presidente. Langella faz tudo parecer fácil e atua como há muito tempo não via alguém assim. Sua competência é enorme. Justíssima indicação ao Oscar.
Com uma equipe sem falhas, Howard tinha de fazer a parte dele. E é por sua bela direção que Howard não é mais um alvo de piadas para mim. Ele demonstra seriedade, competência e consegue o equilíbrio entre aquele feijão-com-arroz do Oscar e aquela versatilidade de Anjos. Como poucas, sua direção é calma e lembra muito a de Darren Aronofsky em O Lutador, com takes por trás do personagem.
O roteiro de Peter Morgan também é ótimo e faz com que o filme tem o melhor ritmo que possa ser imposto por um filme lento como esse. A metralhadora de diálogos entre Frost e Nixon são ácidas e arrebatadoras. Por muitas vezes, sua entrevista mais parece uma luta e o subúrbio, um ringue. Tudo muito bem costurado pelas boas situações criadas por Morgan, como as pausas de entrevistas.
Por tudo ser feito com tanta seriedade e com tanto esmero, recomendo muito Frost/Nixon para aqueles que sejam cinéfilos. O público geral, como sempre, deverá detestar o ritmo lento do filme. Mas vale a pena. Ron Howard finalmente passou em seu teste, demonstrou ser algo além do normal. Ganhou indicações e prêmios, mas ganhou mais que isso: O respeito da crítica.
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(Nota do Editor: Para aqueles interessados na verdade por trás do filme segue abaixo o trailer de um documentário que mostra a verdadeira entrevista de Richard Nixon a David Frost)
121 min. - Drama
Direção: Paul Haggis
Roteiro: Paul Haggis
Com: Tommy Lee Jones, Charlize Theron, Jason Patric, James Franco, Susan Sarandon, Barry Corbin e James Brolin.
No Vale das Sombras (In the Valley of Ellah) de 2007. Elenco estrelado, com Tommy Lee Jones , Charlize Theron, James Franco (de Homem-Aranha), Susan Sarandon, Jason Patric (que entre outros filmes fez o péssimo Velocidade Máxima 2) e James Brolin (um ator que eu gosto bastante).
A história gira em torno do desaparecimento de um soldado estadunidense em seu primeiro fim de semana de folga após o retorno do Iraque e a busca implacável de seu pai.
O filme é dirigido pelo Paul Haggis (que foi o roteirista de Crash, outro filme bastante impactante), e tem exatamente na discussão de idéias seu ponto mais forte.
Assim como outros dramas de guerra (Nascido em 4 de Julho, Franco-Atirador e até o primeiro Rambo) ele questiona e mostra as consequencias de qualquer guerra na vida de um soldado , de sua família e amigos.
Como o filme é de 2007, algumas farpas em direção ao então presidente Bush são arremessadas, mas esse não é foco do longa.
A jornada de um pai para reconhecer a alma de seu filho, e a percepção de que a guerra pode ter sido responsável por mudanças profundas nela, nos tocam e nos fazem pensar mas uma vez na estupidez da guerra.
Tommy Lee Jones, para variar, está magnífico. Moldando seu Hank Deerfield como um homem sério, perfeccionista, duro e até amargo, tem as melhores cenas, os melhores diálogos e as melhores momentos do longa. O restante do elenco não compromete e o único probleminha, na minha opinião, encontrado no longa é a eventual "mão pesada" de Haggis (talvez ainda não habituado com a cadeira de diretor) ao tentar nos afastar da emoção fácil, e em consequencia acaba perdendo a mão quando é necessária nos sentirmos tocados pelo filme.
Com erros e acertos, No Vale das Sombras é um excelente exercício crítico, áspero e sincero sobre a realidade dos jovens estadunidenses que longe de casa tem de crescer e se tornarem homens, abdicando muitas vezes de seus próprios valores morais.
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81 min. - Comédia
Direção: Larry Charles
Roteiro: Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Dan Mazer e Jeff Schaffner.
Com: Sacha Baron Cohen
Sacha Baron Cohen e seu novo ícone.
Em 2006, um mockumentary(tipo de documentário em que tudo é falso) chamado Borat choca o mundo. Aquela forma irreverente de uma história de um repórter cazake que visita a América reescreveu a comédia como a conhecemos. Por trás daquelas piadas e situações engraçadas, havia um roteiro que criticava o famoso "american way of life". O tal Borat era um comediante inglês de médio sucesso chamado Sacha Baron Cohen.
Agora, três anos depois do choque mundial com o repórter, Sacha Baron Cohen nos apresenta Brüno, seu terceiro personagem adaptado pro cinema. Brüno é um gay austríaco fashion, de sucesso, que comanda um programa de moda. Em tudo quanto é festa, está Brüno na primeira fila para acompanhar. Mas aí começa seu declínio. Ele quer ir em busca da fama mundial de qualquer forma e por isso, vai para a América(e para outros cantos do mundo, depois) para fazer algo que o faça famoso.
Nessa busca pela fama, Brüno faz coisas abusrdas como adotar um bebê da África, chamar o candidato a presidência do Canadá para fazer um filme pornô, salvar países de conflitos e até mesmo virar hétero. Diferente de Borat, Brüno tem um objetivo mais coeso. Aqui, sua busca pela fama é o centro do filme. E tudo é bem captado pelas lentes nervosas e documentais de Larry Charles. Em um filme-documentário é difícil fazer uma avaliação técnica, ainda mais com as constantes sombras que Charles provoca para fazer o público pensar que tudo está sendo filmado, não acompanhado.
Mas um fator de destaque mesmo é a trilha sonora de Erran Baron Cohen. A sinfonia que mostra o declínio de Brüno, que sobe quando a tristeza do protagonista aparece, é fantástica e divertida. Outro trunfo de roteiro e trilha são as canções de Brüno, que ele canta no decorrer do filme. Seja pra ficar famoso ou pra resolver um combate de anos no Oriente Médio.
Como marca registrada dos filmes de Cohen, o legal é ver a reação do público perante aos absurdos. Tudo nem parece ensaiado e as reações bem reais de todos a Brüno são hilárias.
Num filme como esse, em que exige tudo de atuações e roteiro, ninguém faz feio. Baron Cohen está perfeito como sempre, atuando sem pudores e incrivelmente bem. Os coadjuvantes não fazem feio. O roteiro é impecável e é genuinamente engraçado. E quando um filme faz piadas racistas, sobre nazistas, anões e homossexuais e é engraçado, sem dúvida vale a pena ser conferido.
Que Cohen crie seu mais novo ícone e nos presenteie com outra aula de cinema.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Maiores Filmes da Década
Minha listinha (sem ordem por que são todos excelentes na minha opinião):
- Amor à Flor da Pele (de 2000, Wong Kar-wai)
- Alta Fidelidade (de 2000, Stephen Frears)
- Réquiem Para Um Sonho (de 2000, Darren Aronofksy)
- Psicopata Americano (de 2000, Mary Harron)
- Traffic (de 2000, Steven Soderbergh)
- Terra de Ninguém (de 2001, Denis Tanovic)
- A Viagem de Chihiro (de 2001, Hayao Miyazaki)
- Amores Brutos (de 2001, Alejandro Gonzalez Inarritu)
- Quarto do Filho (de 2001, Nanni Moretti)
- Donnie Darko (de 2001, Richard Kelly)
- O Pianista (de 2002, Roman Polanski)
- A Festa Nunca Termina (de 2002, Michael Winterbottom)
- Metropolis (de 2002, Rintaro)
- Tiros em Columbine (de 2002, Michael Moore)
- Cidade de Deus (de 2002, Fernando Meirelles)
- Irreversível (de 2002, Gaspar Noé)
- Oldboy (de 2003, Chan-wook Park)
- Sobre Meninos e Lobos (de 2003, Clint Eastwood)
- Sob a Névoa da Guerra (de 2003, Errol Morris)
- Conflitos Internos (de 2003, Wai Keung Lau e Alan Mak)
- Extermínio (de 2003, Danny Boyle)
- Encontros e Desencontros (de 2003, Sofia Coppola)
- Invasões Bárbaras (de 2003, Denis Arcand)
- 21 Gramas (de 2003, Alejandro González Inarritu)
- Bicicletas de Belleville (de 2003, Sylvain Chomet)
- Kill Bill: Volume I (de 2003, Quentin Tarantino)
- Adeus, Lênin (de 2003, Wolfgang Becker)
- O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (de 2003, Peter Jackson)
- A Queda (de 2004, Oliver Hirschbiegel)
- Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (de 2004, Michel Gondry)
- Mar Adentro (de 2004, Alejandro Amenábar)
- Diários de Motocicleta (de 2004, Walter Salles)
- Antes do Por do Sol (de 2004, Richard Linklater)
- Os Incríveis (de 2004, Brad Bird)
- Paradise Now (de 2005, Hanry Abu-Assad)
- Infância Roubada (de 2005, Gavin Hood)
- Match Point (de 2005, Woody Allen)
- Caché (de 2005, Michael Haneke)
- Pequena Miss Sunshine (de 2006, Jonathan Dayton e Valerie Faris)
- Cartas de Iwo Jima (de 2006, Clint Eastwood)
- Labirinto do Fauno (de 2006, Guillermo del Toro)
- Casino Royale (de 2006, Martin Campbell)
- Filhos da Esperança (de 2006, Alfonso Cuarón)
- Obrigado Por Fumar (de 2006, Jason Reitman)
- Borat (de 2006, Larry Charles)
- A Vida dos Outros (de 2006, Florian Henckel von Donnersmarck)
- O Hospedeiro ( de 2006, Bong Joon-ho)
- Escafandro e a Borboleta (de 2007, Julian Schnabel)
- Ratatouille (de 2007, Brad Bird)
- [REC] (de 2007, Jaume Balaguero)
- Onde os Fracos Não Tem Vez (de 2007, Irmãos Coen)
- Sangue Negro (de 2007, Paul Thomas Anderson)
- Batman, O Cavaleiro das Trevas (de 2008, Christopher Nolan)
- Wall-E (de 2008, Andrew Stanton)
- O Lutador (de 2008, Darren Aronofsky)
- O Casamento de Rachel (de 2008, Jonathan Demme)
- Star Trek (de 2009, J.J. Abrams)
- Coraline (de 2009, Henry Selick)
- Distrito 9 (de 2009, Neil Blomkamp)
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Stephen King no Cinema
Christine, o Carro Assassino (Christine, 1983) - John Carpenter
Conta Comigo (Stand By Me, 1986) - Rob Reiner 
O Cemitério Maldito (Pet Sematary, 1989) - Mary Lambert

Louca Obsessão (Misery, 1990) - Rob Reiner

Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994) - Frank Darabont

À Espera de Um Milagre (The Green Mile, 1999) - Frank Darabont

O Apanhador de Sonhos (Dreamcatcher, 2003) - Lawrence Kasdan

Janela Secreta, A (Secret Window, 2004) - David Koepp
1408 (1408, 2007) - Mikael Håfström

O Nevoeiro (The Mist, 2007) - Frank Darabont.
“- Já leu algum livro do Stephen King?
- Quem? Aquele idiota que só escreve livro de terror? Não gosto dele!
- Já assistiu A Espera de um Milagre?
- Sim. Muito lindo chorei demais...
- Ah, legal. É baseado no conto do Stephen King!
- Sério?!?!?!?!”
Nessa lista temos filmes maravilhosos, ótimos, bons, ruins e péssimos. Entretanto há 1 coisa em comum em todos eles. Todos são adaptações feitas de obras do mestre do terror Stephen King!
Surpreso? A lista não para por ai, isto é apenas uma pequena amostra, passando por vários gêneros de filmes. Enfim.
Acontece que a adaptação de um livro para o cinema nem sempre é uma boa escolha, principalmente se tratando do grande SK, pois em alguns filmes não conseguem passar o terror e o suspense que sentimos ao ler os livros.
Um bom exemplo é o Apanhador de Sonhos, não conheço nenhuma pessoa que tenha gostado do filme, fato é: quem não leu o livro não entende porra nenhuma no filme; Mas seu final péssimo e decepcionante também ocorre no livro.
Mas sempre há um porém, também houve adaptações maravilhosas e que passam o mesmo sentimento do livro, coincidência ou não esses filmes são sempre dos mesmos diretores. Mesmo que Rob Reiner e Frank Darbont não tenham nenhum filme que seja considerado um super clássico, eles conseguem passar a sensação dos livros para a tela.
Há outros filmes que tem histórias interessantes, mas nem todo mundo conhece o fato de ser adaptação e acham o roteiro “interessante”, como Janela Secreta e o clássico do extinto cinema em casa Christine, o Carro Assassino.
Acredito que adaptações tenham de ser feitas por inteiro, de ótima qualidade e principalmente deve ser direcionada para o público que a conheça, mesmo que a relação custo/benefício não seja boa para a produtora e não feita “nas coxas” como a maioria é feita.
Sendo assim eu recomendo que quem goste ou se interessa por estes filmes vão atrás e LEIAM as obras , para não serem pegos de surpresa no seu próprio preconceito.



















