segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Deixe Ela Entrar
(Låt den rätte komma in - 2008)
115 min. - Drama/Terror

Direção: Tomas Alfredson
Roteiro: John Ajvide Lindqvist

Com: Kare Hedebrent, Lina Leandersson

Antes de mais nada, vou logo dizer: é o maior filme de vampiros da década !


Sim, amantes de Crepúsculo, esqueçam o filme meloso sobre o amor entre humanos e seres das trevas e ajoelhem-se perante a poderosa obra de Tomas Alfredson.


Muito mais do que um filme de terror, ou de gênero, Deixe Ela Entrar é uma ode ao cinema.


Alfredson, talvez (e aqui cabe um exercício de "achismo"), inspirado por Bergman e congêneres aporta com os mesmo temas do mestre.Solidão. Incoformismo. Incapacidade de se relacionar com o mundo, e principalmente o amor.


Voltando as farpas, apesar dos vampiros virgens de Crepúsculo serem adolescentes ou jovens adultos, sua linguagem e seu amor são tão pueris e inconsistentes que só encantam os pequenos. Já Deixe Ela Entrar, que versa sobre o pequeno Oskar de 12 anos que vive sozinho (emocionalmente) e que se apaixona pela menina Eli, apesar da idade e da falta de beijos, amassos e afins é muito mais poderosa como representação do amor que a péssima obra americana.


Oskar, divinamente vívido por Kare Hedebrant, é a representação de inúmeros jovens do mundo. Solitário, perdido em um mundo de idéias, com medo de enfrentar seus medos e que não sabe como lidar com sua efervecente vida.


Eli, numa das maiores atuações do ano (olho na pequena Lina Leandersson), é o objeto da paixão. Estranha, complexa, sofrida, e de uma integridade emocional supreendente. Um pequeno bichinho assustado, uma flor que nunca desabrochara.


Nota-se pela descrição que não vemos aqui um típico filme de terror.


Eli é uma vampira. E Oskar é um sonhador. Ele sonha com uma vida sem temores, sem problemas, que como todos nós sabemos é impossível. Ela tem medo da sua própria condição, tem medo de se aproximar, e mais medo ainda de amar.


Oskar está naquela fase em que somos tomados pelos primeiros hormônios, onde nossa mente e nosso coração estão no mesmo lugar ao mesmo tempo.
Eli também. Apesar de vampira, ainda é uma menina de 12 anos.


A relação dos dois é de uma beleza que poucas vezes vi, ainda mais tratando-se de um relacionamento absolutamente platônico.


Falemos de Tomas Alfredson. Foi o primeiro filme que vi do diretor, e se os demais mantiverão a soberania da câmera, o perfeito uso da fotografia e da excelente direção de atores, temos sim um grande diretor. Corajoso, ao expor a sensualidade implicita aos vampiros, mesmo em uma pré-adolescente e a de forma muito sutil, abordar a homossexualidade (notem a cena do pai e de Oskar e de seu convidado, brilhante).


A trilha sonora é quase imperceptivel, e o silêncio é a melhor das trilhas.


Procurando informações sobre o filme, me deparei com a existência de um livro que o próprio autor (John Ajvide Lindqvist) adaptou para as telas. Se alguem souber se isso saiu em inglês comentem ai embaixo.


O filme, apesar dos meus rasgados elogios, talvez não agrade a todos. É comtemplativo, soturno, e lento.


Quem já teve a oportunidade ver algum filme sueco e gostou, não terá problemas com o ritmo empregado pelo diretor.


Em resumo, é uma obra obrigatória. Aos amantes dos filmes de vampiro, aos fãs dos suecos, aos românticos , e mais do que tudo, a todos nós que gostam de cinema, independente do gênero.


PS: - O filme foi indicado a três prêmios Scream (filme de terror, ator e atriz) e não vai ganhar nenhum rsrs. Onde já se viu americano premiando alguma coisa que não fale inglês.

TRAILER:



(Obs: Vem ai a versão americana , dirigida pelo Mathew Reeves que fez Cloverfield, cheiro de porcaria a vista).


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A Grande Dama do Crime ... no Cinema

Agatha Christie talvez seja a maior escritora de romances policias da história. Seus livros e seus personagens estão impregnados no imaginário coletivo e seria um absurdo se o cinema não tivesse se aproveitado de seus personagens e tramas para criar obras de suspense, ação, romance e aventura, assim como nos livros dessa grande dama.


Seguem abaixo, os filmes mais importantes baseados na obra de Agatha Christie.


(segundo o IMDB são 118 produções de mídia visual, incluindo séries e especiais de tv, por isso não citarei todos. Quem quiser conferir os outros filmes não citados ai vai o link: http://www.imdb.com/name/nm0002005/ )






- And Then There Were None (1945) baseado no livro O Caso dos Dez Negrinhos
de René Clair



- Witness of Prosecution (1957) baseado na peça Vitima de Acusação.
de Billy Wilder



- Spider's Web (1960) baseado na peça Spider's Web
de Godfrey Grayson





- Crime, Disse Ela (1962) baseado no livro A Testemunha Ocular do Crime
de George Pollock



- Murder at Gallop (1963) baseado no livro Depois do Funeral
de George Pollock



- Murder Most Foul (1964) baseado no livro A Morte da Sra. McGinty
de George Pollock



- Gumnaanm (1965) inspirado no livro O Caso dos Dez Negrinhos
de Raja Nawathe


obs: está na lista por ser uma produção indiana, no melhor estilo Bollywood.



- Ten Little Indians (1965) baseado no livro O Caso dos Dez Negrinhos
de George Pollock



- The Alphabet Murders (1965) baseado no livro Os Crime ABC
de Frank Tashlin



- Noite Infinita (1972) baseado no livro Noite Sem Fim
de Sidney Gilliat



- Assassinato no Expresso do Oriente (1974) baseado no livro O Assassinato no Expresso do Oriente.
de: Sidney Lumet


obs: o mais famoso de todas as adaptações. Com grande elenco: Sean Connery, Albert Finney, Lauren Bacall, Ingrid Bergman, Jacqueline Bisset, Anthony Perkins, Vanessa Redgrave, Richard Widmark



- Morte no Nilo (1978) baseado no livro Morte no Nilo
de: John Guillermin



- Assassinato Sob o Sol (1982) baseado no livro Assassinato Sob o Sol
de: Guy Hamilton



- Encontro com a Morte (1988) baseado no livro Encontro com a Morte
de: Michael Winner




Abraços !


 
Presságio
(Knowing - 2009)121 min. - Ficção Científica

Direção: Alex Proyas
Roteiro: Ryne Douglas Pearson, Juliet Snowden e Stiles White

Com: Nicolas Cage

O filme começa com os alunos de uma escola infantil fazendo desenhos sobre como imaginam o futuro, e uma garotinha ao invés de desenhar, escreve uma série de números. Os papéis são colocados em uma cápsula do tempo, que é reaberta 50 anos mais tarde. A cada aluno é entregue uma carta, Caleb recebe a mensagem criptografada da garota. Até aí tudo bem, se seu pai não fosse o professor de astrofísica John Koestler, interpretado por Nicolas Cage, que acaba descobrindo que a mensagem codificada traz as datas e o número de mortos de todas as tragédias dos últimos 50 anos e que algumas tragédias ainda estão para acontecer. Contando com a ajuda da filha e da neta da autora da mensagem, John embarca em uma corrida eletrizante contra o tempo para prevenir a humanidade do maior dos desastres.
Primeiramente gostaria de dizer, que a garota do início do filme me causou um pouco de medo, afinal ela parecia a menina do filme O Grito...meio sinistra rs. Enfim, os efeitos especiais são perfeitos e as cenas dos acidentes são muito reais, os pontos fortes do filme. A história é bem coerente e ficou muito melhor com a atuação do Nicolas Cage, de quem sou fã de carteirinha. Não podemos negar que o tema do filme não é nem um pouco novo, porém é comum a todas as religiões, esse lance de apocalipse e tal. Não gosto muito de entrar em religião, mas enfim. É uma amostra do que deve acontecer no fim dos tempos. Li várias críticas sobre esse filme, em que as pessoas afirmaram que é um filme previsível, que a cada momento você sabe o que vai acontecer. Eu não achei isso, pelo contrário, é claro que não achei que o protagonista ia conseguir salvar o mundo e que tudo ia acabar bem no final, porque se acabasse, não sei o que eu faria, com certeza acharia o filme péssimo. O final, a meu ver foi meio estranho, as crianças voltando felizes, uma espécie de Adão e Eva no paraíso! Sei lá, ficou estranho, ou não entendi direito. Acho que seria mais fácil se todos tivessem morrido, não que eu quisesse isso, é claro! Mas enfim, o filme é ótimo e vale muito a pena, como todos os filmes de Alex Proyas. (Eu, Robô, Cidade das Sombras e O Corvo).


TRAILER:



Ana Carolina Costa
Radialista e futura Pedagoga
http://www.dedode-prosa.blogspot.com/

O Framboesa de Ouro em Vídeos - 1ª Parte

O Framboesa de Ouro ( Razzie Awards ) é o nêmesis do Oscar. Em vez de premiar os melhores filmes americanos do ano, premia as piores produções do ano.


A história desse prêmio começa em 1980 criado por John Wilson, e a partir de 81 todos os anos o prêmio é entregue.


Como homenagem seguem abaixo os vencedores da primeira década do prêmio. Em breve a parte dois e três.

1981 - Can't Stop the Music

Porque é tão ruim ? Duas palavras: VILLAGE PEOPLE ... nada mais.
Venceu as pérolas: Xanadu, Sexta-Feira 13 (injustiça), A Fórmula, Cantor de Jazz, A Bomba que Desnuda, O Resgate do Titanic, Missão Saturno 3 e Maldita Paixão.


1982 - Mamãezinha Querida

Porque é tão ruim ? Sendo bastante sincero... eu não ví esse filme. E pelo que fuçei pela net, pode-se considerar uma injustiça essa vitória (vão entender pelos filmes indicados) . Pelo que li, o filme realmente não parece ser bom, porém não é o "digno" vencedor da disputa.
Venceu as pérolas: Amor Sem Fim, O Portal do Paraíso , A Lenda do Cavaleiro Solitário e Tarzan, O Filho das Selvas.




1983 - Inchon


Como o Youtube não permite o videozinho no blog, seguem abaixo alguns links pro filme:


http://www.youtube.com/watch?v=agdQaCI--v8 (Trecho de 10 minutos do filme)
http://www.youtube.com/watch?v=_xfGs5N0-9c&feature=related (Abertura e créditos)

Porque é tão ruim ?
As histórias de bastidores desse filme merecem um livro. O filme teve como um dos seus financiadores o famigerado Sun Myung Moon fundador da Igreja da Unificação. O filme nunca foi lançado em vídeo ou dvd, e portanto só pode ser visto pela net. Outra coisa bizarra: Mitsuharu Ishii jornalista japonês, que depois de pensar em biografias de Jesus e Elvis decidiu por recontar a história da invasão do general MacArthur durante a Guerra da Coréia. A médium Jeanne Dixon foi consultada para (acreditem) entrar em contato mediunico com o próprio General. E também escolheu o diretor Terence Young para a direção dessa pérola. Pra fechar , todo grande fracasso precisa ter um elenco estrelado para naufragar mais ainda o projeto. Anotem a lista: Laurence Olivier (ele mesmo), Jacqueline Bisset, Ben Gazzara e Toshiro Mifune. Precisa mais ?
Venceu as pérolas: Annie, Butterfly, O Esqudrão do Terror, Romance Pirata




1984 - A Mulher Só

Porque é tão ruim ? Baseado num livro de Harold Robbins (o que por sí só já um predicado para a mediocridade), conta a história de menina ingênua (Pia Zadora) que ao vencer um concurso de "escrita criativa" conhece um famoso escritor que a leva para uma festinha, onde ela é quase estuprada por um dos amigos do escritor (Ray Liotta, pagando mico). O escritor e a moça acabam , obviamente, ficando juntos e futuramente até casando. O casamento acaba e ela começa a usar seus dotes (leia-se corpo) para conseguir que seus roteiros virem filmes.
Precisa dizer mais ? Harold Robbins, filme pornô soft ruim, roteiro medíocre = bomba.
Venceu as pérolas: Hercules, Tubarão 3, O Imbatível, Embalo a Dois.




1985 - Bolero - Uma Avetura em Êxtase
(O filme é tão ruim, que nem vídeo no Youtube eu achei rs).
Porque é tão ruim ? Bo Derek (uma das mulheres mais deliciosas da década de oitenta) é uma pobre e ingênua virgem (ok... vamos crer), que viaja pelo mundo a procura do homem certo para desvirginá-la ... será que preciso continuar ?
Venceu as pérolas: Um Rally Muito Louco, Rhinestone, Sheena - A Rainha da Selva, Onde os Garotos Estão.




1986 - Rambo II - A Missão

Porque é tão ruim ? Injustiça !!! Rambo 2, até pode não ser um filme excelente mais comparado a Revolução ou a Jogo no Escuro ainda é melhor. Revolução conta com a pior atuação de Pacino, num líbelo patriótico ridículo, e Jogo no Escuro tem Ryan O'Neal um dos atores mais mal explorados do cinema.
Venceu as pérolas: Jogo no Escuro, Revolução (o verdadeiro vencedor), Rocky IV (outro possível vencedor), O Ano do Dragão (outro absurdo da lista !).




1987 - Howard, O Pato

Porque é tão ruim ? Sabe quando uma coisa realmente te deixa constragido ? Com vergonha alheia ? Essa é a sensação de ver essa porcaria. Todo errado, da concepção do filme, ao modelo ridículo de pato, a pseudo insinuação de tensão sexual entre o pato do espaço e a humana. Acho desnecessário descrever o filme, pois acho que pelo menos uma vez na vida todo mundo teve o desprazer de ver esse filme... vencedor merecidíssimo !
Venceu as pérolas: Sob o Luar da Primevera, Cidade Corrompida, Cobra (olha a perseguição ao Sly), Surpresa de Shangai.




1988 - Leonard - Parte 6

Porque é tão ruim ? Por onde começar ... Bill Cosby, sátira infeliz, risadas amarelas, vergonha alheia (again)... o filme é tão medonho que o próprio Bill Cosby (um dos comediantes mais chatos do universo) após conferir a "cagada" mandou publicar anúncios em diversos jornais americanos pedindo para as pessoas não gastarem seu dinheiro vendo o filme. Se até o astro (também produtor e roteirista) odiou...
Venceu as pérolas: Ishtar, Tubarão 4 - A Vingança, A Marca do Passado, Quem é Essa Garota ?




1989 - Cocktail

Porque é tão ruim ? Não acho o filme o digno vencedor. Acho-o até bem divertido se não for levado a sério, é claro. Um dos filmes mais repetidos na tv brasileira (qual o canal, alguém lembra ?), conta a história de um rapaz que acaba de sair do exército e ao não conseguir emprego por não ser formado acaba aceitando o trabalho de barman.


Venceu as pérolas: Clube dos Pilantras 2, O Cavalo Falante, Mac - O Extraterrestre, Rambo 3




E vocês ? Concordam com os escolhidos... lembram de outros tão ruins ou piores que os vencedores ?


Abraços !

Serial Killers no Cinema

“O assassinato é uma paixão assim como o jogo, o vinho e as mulheres.”


Quem nunca ouviu falar em Charles Manson ou Richard Ramirez ou até mesmo no Bandido da Luz Vermelha?


Eles são os famosos serial killers da vida real. Pessoas que normalmente lhe causam nojo, horror e medo, mas ao mesmo desperta uma grande curiosidade, principalmente pela peculiaridade e inteligência dos seus crimes e a maneira como eles lidam com toda a situação.


E claro esse tipo de criminoso foi muito bem explorado em Hollywood, dando origem a vilões antológicos.Aqui vai uma lista com os maiores serial killers do cinema.




Freddy Kruger – A Nightmare on Elm Street (A Hora do Pesadelo)
O lendário Freddy Kruger, com seu rosto deformado e sua característica blusa vermelha e verde foi origem de um estupro em conjunto em um manicômio, era um terrível assassino que vivia na Rua Elm e tinha um pequeno hábito de abusar, cortar membros e matar crianças e adolescentes, tudo isso devido a revolta que sentia do seu pai adotivo que era constantemente abusivo com ele. Freddy acabou morrendo queimado, mas mesmo depois de morto ele resolveu continuar com seu hábito peculiar e voltou para a Terra completamente desfigurado e assustador para violentar e destruir mais alguns jovens.




Jason Voorhees – Friday the 13th (Sexta Feira 13)
Jason , famoso pelo uso de uma máscara de hóquei e normalmente usando armas brancas para aniquilar suas vítimas, era filho de Pamela e Elias Voorhees. Enquanto estava nadando em um acampamento, os monitores acabaram se distraindo e Jason acabou morrendo afogado. Sua mãe, Pamela revoltada com a situação resolveu matar alguns monitores do acampamento, porém, em certo momento, Pamela acabou sendo terrivelmente decapitada. O espírito de Jason acabou presenciando isso tudo e então Jason resolveu voltar para a Terra para se vingar e matar todo mundo que conseguir e da maneira mais cruel, incluindo muita tortura.




Hannibal Lecter – Red Dragon (Dragão Vermelho), Silence of the Lambs (Silêncio dos Inocentes) e Hannibal.


Hannibal Lecter é um homem que pratica o canibalismo. Um homem com uma cultura e inteligência invejável, costuma jantar suas vítimas de uma forma bem interessante. Após eliminar sua vítima ele prepara a carne morta e todo o jantar com todo um ritual de um grande gourmet. Fazendo um grande banquete com diferentes pratos de entrada e degustação de vinhos que mais combinam com a carne da vítima. Hannibal começou a praticar o canibalismo após ver sua irmã ser brutalmente morta e alimentada pelos soldados na Segunda Guerra Mundial. Hannibal acaba sendo preso e ajuda o FBI na busca de serial killers devido sua grande astúcia. Mas com o tempo Hannibal acaba fugindo da prisão e voltando a praticar seus crimes de canibalismo.




Sweeney Todd (Benjamin Barker) – Sweeney Todd, The Demon Barber of Fleet Street
Benjamin era um barbeiro que vivia na rua Fleet na Inglaterra. Tinha uma família feliz e tranqüila. Até que um juiz se apaixonou pela esposa de Benjamin e inventou e o acusou injustamente de um crime. Benjamin acabou sendo preso e extraditado. Porém anos mais tarde voltou para a cidade para se vingar do juiz. Benjamin muda seu nome para Sweeney Todd e conhece Sra. Lovett que era uma produtora de tortas. Eles vão morar juntos e Sweeney volta a trabalhar como um barbeiro, porém ao terminar seu trabalho ele corta a cabeça das vítimas, com sua navalha, tudo isso para praticar e criar coragem para matar o juiz que destruiu sua família. A carne das pessoas mortas é usada como recheio para as tortas da Sra Lovett.




Leatherface (Bubba Sawyer ou Thomas Brown Hewitt) – Texas Chainsaw Massacre (O Massacre da Serra Elétrica)


Leatherface, usa como máscara a carcaça da cabeça de uma de suas vítimas, normalmente usa uma serra elétrica para assassinar as pessoas. Thomas era um homem com sérios problemas mentais, é constantemente manipulado pela sua família e tratado como um verdadeiro animal de estimação, muitas vezes tratado com muito carinho, porém de uma forma bem peculiar. Ele praticava os terríveis assassinatos de turistas que costumam aparecer no pequeno vilarejo onde vivem no Texas, com sua serra elétrica ou outras ferramentas, transformando a cidade em um verdadeiro inferno.




Michael Myers (The Shape) – Halloween

Na noite de Halloween, com 6 anos de idade Michael assassina sua própria irmã como uma faca de cozinha e é internado em um hospício. Anos mais tarde ele escapa do hospício e vai para as ruas perseguir outras jovens garotas. Aparentemente ele mata as garotas simplesmente por ser uma pessoa maléfica.











Bo e Vincent Sinclair – House of Wax ( A Casa de Cera)
Bo e Vincent são irmãos gêmeos que possuem uma casa de cera que é uma verdadeira atração turística na cidade de Ambrose. Essa Casa de Cera é um pouco diferente do normal, afinal as figuras de cera das pessoas encontradas na casa são de seres humanos reais, que são assassinados pelos irmãos, cobertos por cera e colocados à exposição. Bo é normalmente quem interage com as pessoas na cidade, agindo como o bom amigo. Vincent em contrapartida é mudo e é o indivíduo que comete os crimes.


Carleton Hendricks (Captain Howdy) – Strangeland

Captain Howdy era o nickname que Carleton Hendricks usava para aliciar suas vítimas pela internet. Dizia que era um garoto jovem, jogador, bonito e descolado, iludindo todos. Depois ele chamava as vítimas para uma festa especial e quando as pessoas chegavam eram surpreendidas por um psicopata de idade mais avançada que raptava as vítimas e gostava de fazer experiências de modificação corporal e dor com os corpos das vítimas.Esses são alguns dos mais terríveis assassinos em séries do cinema.

Existem outros? Claro que existem!! Achou falta de algum? Então comente, ou vai surgir um novo serial killer na porta de sua casa!

 

J.J. Abrams & Michael Giacchino

Chewbaca & Han Solo - Batman & Robin - Thelma & Louise - Starsky & Hutch - Martin Riggs & Roger Murtaugh

Bem, não é exatamente este tipo de parceria que quero falar. A Parceria a qual quero dizer é mais ou menos como: Tim Burton & Johnny Depp – Woody Allen & Scarlett Johansson - Martin Scorsese & Robert DeNiro ou Martin Scorsese & Leonardo DiCaprio.

J.J. ABRAMS & MICHAEL GIACCHINO

Missão Impossível 3, Cloverfield, Star Trek (remake), todos são dirigidos por J.J Abrams e a trilha sonora pertence a nada menos do Michael Giacchino. Sem contar Lost, Fringe e Alias.

Dois filhos da p***.


NÃO TEM nenhuma cena em qualquer lugar (Série/Filme) em que acontece algo ruim/triste e que ele com sua trilha sonora majestosa não nos deixe com os olhos cheios d’água. Vale ressaltar a mão do J.J também, pois como característica a cena fica em câmera lenta, onde você acompanha cada expressão de sentimento e dor dos personagens.

J.J. Abrams é atualmente um dos grandes diretores/produtores do cinema e tv, e não há nenhum trabalho que seja de todo ruim. Sabe nos prender em seu suspense e nos fazer sentir aliviado com seus desdobramentos.


Michael Giacchino é promissor, magnífico. Entretanto acredito que sua especialidade não seja fazer “fundo musical” para felicidade. Felizmente/Infelizmente nós sentimos o “toque” dele na tristeza, como disse anteriormente, apenas em cenas tristes. A felicidade passa despercebida. Com certeza já esta a mesma altura do Hans Zimmer.


J.J tem uma carreira curta no cinema, apenas 3 filmes dirigidos, enquanto Michael apesar de “novo” já possui uma bagagem um pouco maior.

É uma parceria que deu certo, espero que continue assim. Nos alegrando e nos fazendo chorar, juntando 2 artes maravilhosas cinema & música.

J.J Abrams: M.I 3, Cloverfield e Star Trek (remake);

Michael Giacchino: Os Incríveis, MI 3, Ratatouille, Cloverfield, Speed Racer, Star Trek e Up.


(Nota do Editor: Eu pensei que agente não ia falar de LOST por aqui rs. Aguentamos um mês rs.)





Bruno Gonçalves
Estudante de Direito e arauto do caos

Cinema Nacional

Agora eu vou tocar na maior ferida dos cinéfilos brasileiros...

Será que não existe filme nacional que seja bom?!?! A ser considerado como parte de uma filmografia obrigatória de uma pessoa normal?!?!?

Existe sim!

Apesar de que há algum tempo o Brasil está produzindo ótimos filmes, mas e antes?!?!

Existem pessoas que consideram cinema nacional como filme pornô e sem história.

Segue a relação de filmes nacionais que podemos assistir e tirar alguma coisa de bom:

Abril despedaçado – Walter Salles, 2001
O ano em que meus pais saíram de férias – Cao Hamburger, 2006
Baixio das bestas – Cláudio Assis, 2007
Bicho de sete cabeças – Laís Bodansky, 2001
Boleiros - Era uma vez o futebol... – Ugo Giorgetti, 1997
Bossa nova – Bruno Barreto, 2000
Carandiru – Hector Babenco, 2003
Carlota Joaquina, princesa do Brazil – Carla Camurati, 1995
Casa de areia – Andrucha Waddington, 2005
O casamento de Romeu e Julieta – Bruno Barreto, 2005
Cazuza - O tempo não pára – Sandra Werneck e Walter Carvalho, 2004
Central do Brasil – Walter Salles, 1998
O cheiro do ralo – Heitor Dhalia, 2007
Cidade de Deus – Fernando Meirelles, 2002
Como nascem os anjos – Murilo Salles, 1996
Copacabana – Carla Camurati, 2001
2 filhos de Francisco – Breno Silveira, 2005
Deus é brasileiro – Cacá Diegues, 2003
Diários de motocicleta – Walter Salles, 2004
Estomago - O filme – Marcos Jorge, 2007
Eu sei que vou te amar – Arnaldo Jabor, 1986
Eu, tu, eles – Andrucha Waddington, 2000
Feliz ano velho – Roberto Gervitz, 1987
Guerra de Canudos – Sérgio Rezende, 1997
O homem nu – Hugo Carvana, 1997
O homem que copiava – Jorge Furtado, 2002
Independência ou morte – Carlos Coimbra, 1972
Inspetor Faustão e o Mallandro – Mário Márcio Bandarra, 1991 (esse é clássico, tinha que por!!!) O invasor – Beto Brant, 2001
Lamarca – Sérgio Rezende, 1994
Lisbela e o prisioneiro – Guel Arraes, 2003
Menino maluquinho - O filme – Helvécio Ratton, 1994
Meu nome não é Johnny – Mauro Lima, 2008
Meu tio matou um cara – Jorge Furtado, 2004
Muito gelo e dois dedos d'água – Daniel Filho, 2006
Nina – Heitor Dhalia, 2004
Olga – Jayme Monjardim, 2004
Orfeu – Cacá Diegues, 1999
Oriundi – Ricardo Bravo, 1999
O pagador de promessas – Anselmo Duarte, 1962
Pixote - A lei do mais fraco – Hector Babenco, 1980
O quatrilho – Fábio Barreto, 1995
O que é isso, companheiro? – Bruno Barreto, 1997
Redentor – Cláudio Torres, 2005
Sábado – Ugo Giorgetti, 1995
Se eu fosse você – Daniel Filho, 2006
Os sete gatinhos – Neville De Almeida, 1980
Toda nudez será castigada – Arnaldo Jabor, 1973
Um trem para as estrelas – Cacá Diegues, 1987
Tropa de elite – José Padilha, 2007
Vai trabalhar, vagabundo – Hugo Carvana, 1973
Zuzu Angel – Sérgio Rezende, 2006

Vale lembrar que não estou considerando os clássicos dos trapalhões, pois são filmes que marcaram minha infância, mas não acrescentam nada culturalmente! E quanto as adaptações literárias... pegue o livro e leia!!!


Bruno Gonçalves

Estudante de Direito e arauto do caos
Crepúsculo
(Twilight -2008)
122 min. - Romance


Diretor: Catherine Hardwicke
Roteiro: Melissa Rosenberg


Com: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Billy Burke, Ashley Greene, Nikki Reed, Kellan Lutz e Taylor Lautner.Muito pouco para se aproveitar em adaptação fraca.


Devo começar admitindo que nunca li o livro de Stephanie Meyer, Crepúsculo. Não me culpo, acredito que seja um livro fraco, meloso e extremamente chato em quesitos narrativos. É o que espero, deduzindo pelo o que assisti no filme de 2008. Entretanto, pelo o que ouço de fãs, o filme não foi fiel e o livro é muito superior. Acreditando apenas no que vivenciei, vamos ao filme.


O filme começa com um clima muito normal, mostrando uma adolescente como qualquer outra, Isabella Swan (Kristen Stewart) que se muda para Forks, uma cidade pequena perto do estado de Washington. Lá, conhece Edward Cullen (Robert Pattinson)um garoto que parece distante dos outros alunos da nova escola de Bella. Depois ela descobre que ele é um vampiro, e se desenrola um romance.


Acredito que não se faz necessário eu falar mais da sinopse que já deve estar mais que saturada pela febre contínua e ininterrupta que essa marca Crepúsculo ganhou. Devemos então analisar a trama. Se tratando de um primeiro episódio de uma série, sempre é mais difícil de se criticar um filme, entretanto, esse é um filme mais completo, com um início, meio e fim. A história, para muitas adolescente fanáticas é linda, maravilhosa e romântica. Acredito que essa fórmula fácil funcione com elas. Comigo, não funcionou. É sim uma fórmula batida, e nesse aspecto, devo incluir o livro também. É um Romeu e Julieta do século 21, com I-Pods, roupas bonitas e sangue, que à propósito, não encontrei em quantidade suficiente para encher uma taça de vinho. Sei que nesse aspecto, honrar a história vampira não foi o objetivo, mas sim criar um romance teen. Porém, incluir dificuldades raciais na trama é apelação, uma coisa que não gosto nos dias de hoje. Simplesmente é fraco demais para enredar uma história decente. O fator de outros vampiros quererem perseguir a protagonista, não aprovarem o romance, e todos os outros caquetes do gênero são do Arco da Velha, que não entretêm ninguém que busca algo inovador. São 121 minutos de coisas previsíveis e sem muita graça, que fazem com que o filme não saia do patamar de comum em relação a outros romances.


Tendo essa pouca coragem até aqui, vamos até os quesitos técnicos, e ver se há algo de bom para se aproveitar. A direção de Catherine Hardwick é de takes normais sem nada muito especial. A fotografia é média, mas para um filme ruim, é um dos pontos bons, num tom branco, Mas eles podiam maneirar... Tudo muito branco deixa de ser reconfortante e vira sacal! A trilha sonora montada é o ponto alto do filme, com músicas de bandas semi-famosas, como “Decode" de Paramore (uma boa música, mas prefiro rock de raiz :-) ). Mas um filme não vive de música. Esse é o fato.


Nas atuações, Kristen Stewart sabe fazer uma boa Bella, mesmo que a personagem seja fraca na minha visão. Robert Pattinson pra mim, não tem muito talento e parece mais zumbi do que vampiro.


Enfim, um filme que prende pouco a atenção, não merece muitos aplausos, entretanto, prêmios fracos e extremamente errôneos como Teen Choice Award e MTV Movie Award encheram a adaptação do livro de Stephanie Meyer de troféus, em vitórias extremamente injustas e inconcebíveis como Crepúsculo ser melhor que TDK. Porém, se tratando de um prêmio de público burro e alienado, não se pode esperar muito.

TRAILER:



Anticristo
(Antichrist - 2009)
109 min. - Drama


Direção: Lars Von Trier
Roteiro: Lars Von Trier



Com: Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg




Caro amigo leitor,



Se você ainda não assistiu ao mais recente trabalho de Lars Von Trier, sugiro que quando o faça, coloque de lado tudo o que já conhece, plasticamente, deste diretor dinamarquês. Ele definitivamente, deixou o movimento “Dogma 95” para trás e investiu na beleza estética do filme. Isso já se nota na primeira seqüência, belamente fotografada em preto-e-branco, no qual o casal central faz sexo em câmera lenta ao som de Lascia Ch’io Pianga, de Händel. E é neste exato momento que vemos o filho pequeno do casal sair do berço e cair pela janela. Nos capítulos se seguem, vemos o retiro do casal na floresta do Éden, numa tentativa desesperada de aplacar a dor da perda.


O filme é resultado de tudo o que assombrou o diretor em seus dois anos de depressão. Isso somado à sua trajetória de vida: filho de ateus, converteu-se ao cristianismo, mas depois perdeu a fé na nova crença. Vale lembrar que, desde muito novo, Lars carregava consigo uma cópia do manifesto anticristianismo de Friedrich Nietzsche intitulado, nada mais nada menos que O Anticristo.
O livro escrito em 1888 por Nietzche, de título original Der Antichrist, pode tanto significar O Anticristo como O Anti-cristão. Nele o autor critica os valores do cristianismo responsáveis pela enfermidade do homem. Veja que, de forma alguma ele analisa o cristianismo por seus dogmas, mas sim como um fenômeno de moralidade que guia toda uma civilização a se portar de determinada maneira. O que ele coloca em pauta é o adestramento do animal homem através da ferramenta cristianismo.


Sendo assim, coloco tais informações para o amigo leitor pensar no que Lars estava maquinando em sua cabecinha ao formular seu filme. Afinal, não seria o Anticristo aquilo que desaprisiona e faz com que os instintos básicos da natureza humana se manifestem?


Tudo isso de nada valeria se o cineasta não estivesse muito bem amparado. Uma maravilhosa Charlotte Gainsbourg e um inspirado Willem Dafoe se encarregam de dar as matizes certas para que a execução do trabalho seja cumprida. Von Trier é um diretor que dá pouquíssimas indicações no set, além de não permitir preparação prévia nenhuma. O resultado é que após alguns dias os atores ficam tão inseguros e nervosos, pois não sabem se o que estão fazendo é correto, que se entregam à crueza de seus impulsos. Este é um lugar ao qual não conseguimos acessar através da lógica, e é o que acaba por nos diferir, o que nos torna os indivíduos que somos, entrando assim, em contato com nossa frágil essência de ser humano. Com primazia, Lars direciona seus atores para onde precisa que eles estejam no filme. E eles, com muita humildade e inteligência, permitem ser guiados. O resultado você vê na tela: tridimensionalidade na atuação e conseqüente identificação com a condição humana, que nada tem de simplista.


É essa total afinação do elenco que nos permite enxergar os simbolismos dos personagens. Através da figura da mulher, o diretor dinamarquês coloca todos os impulsos primários do ser humano. E é por meio do homem que ele situa a racionalidade e, porque não dizer, a domesticação de toda uma civilização. E mais...não é à toa que a mulher é representada por tudo aquilo que é irrefletido, impensado e instigante...afinal, como o filme mesmo sugere em suas imagens através do livro de Mariarosa Dalla Costa, Gynocide: Hysterectomy, Capitalist Patriarchy, and the Medical Abuse Of Wome (algo como Feminicídio: Histerectomia, Capitalismo Patriarcal e O Abuso Médico de Mulheres) cuja personagem de Charlotte estudava, as mulheres foram, durante séculos, caçadas e torturadas por seus conhecimentos médicos e substituídas pela ciência do homem controlada pela Igreja e pelo Estado.


A floresta, batizada de forma irônica de Jardim do Éden, é o retorno ao lugar onde tudo começou. É o celeiro de impulsos instintivos esquecidos, ou, no mínimo, colocados de lado ao longo do tempo. Mas também funciona como espelho da vida, refletindo o eu mais profundo de cada um.


Lars Von Trier mandou uma mensagem ao seu público quando não quis justificar seu filme. Fã incondicional de Tarkovsky, seu mais novo trabalho bebe na fonte de “O Espelho”, mas não por isso seja menos valioso. A verdade é que, de forma rica e simbólica, Lars nos convida a olhar todos os meandros de sua alma e, em contrapartida, nos faz pensar nos nossos. Como um regente cortando o ar com sua batuta, ele nos instiga a olhar sua obra através de um instrumento que só você tem querido leitor: o seu corpo. É ele a morada de seus traumas, anseios e medos e é, através dele, que aprisionamos ou libertamos uma alma. Porém, nessa partitura de sensações não estamos seguros se o que olhamos é de fato realidade, ou só uma ilusão projetada por nós mesmos de algo que existe ou existiu, ou ainda, sonhos fantásticos de uma alma doente e cansada de uma vida tediosa e sem surpresas. Seja o que for, é preciso entrega e coragem, só assim você desvelará a sua verdade. Verdade essa que – surpresa!– estará sempre em constante mutação.


TRAILER:





Erika Zanão
Atriz e Roteirista

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Transformers
(Transformers: Revenge of the Fallen - 2009)
150 min. - Ação


Diretor: Michael Bay
Roteiro: Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman


Com: Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel, Tyrese Gibson, John Turturro e Ramon Rodriguez

Em 2007, um verdadeiro fenômeno estreou nos cinemas. Transformers, filme baseado na famosa linha de bonecos da Hasbro e no desenho oitentista, surpreendeu a todos. Divertido, cheio de ação, engraçado e por vezes inteligente, o filme arrancou elogios das críticas e do público, que ficou extasiado pela ação frenética.


Depois da ótima resposta e dos 709 milhões de dólares ganhos em bilheteria mundial, uma nova franquia começava. O poderoso Steven Spielberg, agindo aqui como produtor-executivo (mesma função que exerceu no primeiro), aumentou o orçamento para 200 Milhões. Isso possibilitou que os efeitos especiais, espetaculares no primeiro, fossem melhorados no segundo. Com a competência do elenco (principalmente de Shia LeBeouf) e o retorno de toda a equipe do primeiro, Transformers 2 parecia ir para o mesmo caminho de blockbuster inteligente.


Nessa nova trama, Sam (LeBeouf) vai para a faculdade e leva Bumblebee junto. Mikaela (Megan Fox, estonteante) fica em sua oficina trabalhando, mas poderá conversar com Sam pela internet. Os militares, agora numa “força-tarefa-anti-Decepticon”, conta com a ajuda de Optimus Prime e sua trupe alienígena. Voltando a faculdade, Sam acha um pedaço perdido do Allspark, caído no seu casaco. Quando o pega, ele surta e ficar super-inteligente e começa a desenhar aqueles símbolos estranhos que seu tataravô desenhava no primeiro filme.
Para piorar de vez a situação, Fallen, um antigo robô renegado que agora é chefe dos Decepticons, vem para a Terra para sua vingança.


Mas a decepção apareceu e pude ver o quão desastroso é Transformers 2. O roteiro de Alex Kurtzman, Roberto Orci (roteiristas do primeiro) e Ehren Kruger desmente o que houve posteriormente, criando de forma apressado e sem talento um capítulo que pode ser acompanhado sem ter visto o primeiro. Anteriormente, os Autobots chegaram a Terra pela primeira vez para pegar o Allspark. Mas na primeira cena de Transformers 2, há vários robôs Decepticons trabalhando num deserto, dezenas de milhares de anos antes de Cristo! Outra contradição evidente: Sam tinha sido procurado no primeiro por ser o dono dos óculos. Pelos óculos ele se meteu nessa guerra. Já no segundo filme, há uma tosca Adaga do Destino da qual Sam tem que pegar. E tudo isso com uma narração que diz que ele só está ali porque é o Escolhido. Mas não tinha sido por sorte(ou azar) que ele tinha se metido naquilo tudo?!
E o mais ridículo de tudo: Agora existem Decepticons transmorfos.
Pífio, o roteiro é um dos piores já feitos na história e um evidente trabalho feito ás pressas, sem a mínima preocupação de ser algo competente.


A trilha sonora de Steve Jablonsky é normal. A mesma coisa do primeiro, algo que empolga e nada mais. A fotografia passa despercebida, a edição é ágil e mantém o clima de ação, uma constante nesse filme. Já os efeitos especiais estão até inferiores aos do primeiro, mas continuam algo de primeira linha, com a marca de qualidade da Industrial Light and Magic.


O elenco, algo de muita qualidade no primeiro filme, continua muito bom. Mas os poucos atores que entraram pra contar a história não ajudam. Um grande exemplo disso é o personagem Leo Spitz, do limitado ator Ramón Rodríguez. Ele está ali para ser o alívio cômico e nada mais. E nem pra isso serve, já que o roteiro e seus possíveis improvisos o fazem ser sem graça.


Mas o pior de tudo é, sem dúvida, a falta de competência de Michael Bay. No primeiro filme, ele estava contido, sem aquelas suas manias ridículas como o mocinho acenando pro jato militar e a câmera não parar de jeito nenhum. Nem diálogo estático ele sabe filmar. É Michael Bay implodindo um filme por sua falta de talento.


Apesar de todos esses erros grotescos que fazem desse filme algo insosso e frouxo, o público normal de cinema não tem o que reclamar. São 147 minutos de pura pancadaria, robôs mortos e ressuscitados, alívios cômicos que só fazem adolescentes rirem e um clímax de cerca de 40 minutos no final. Algo totalmente exagerado, só pra ter ação descerebrada, que incluem até os pais de Sam na guerra. Algo sem talento, mas que passará despercebido pelo público.


Um filme divertido mas extremamente estressante para um cinéfilo. O recomendo como o Sexta-Feira 13, apenas pra ver com amigos. Mas acredito que esse seja um produto inferior até mesmo ao filme de Jason.


Que Michael Bay deixe Alex Kurtzman e Roberto Orci trabalharem em Transformers 3. Eles são profissionais que não são limitados, e que sabem escrever muito bem e não são incapacitados como ele.


TRAILER: